Charlie viajando!

10_aeroportoGRUQuem acompanha minhas postagens e minha jornada sabe que, no exato momento, não estou no Brasil.

O Bom Marido sim, mas a Boa Esposa (esta que vos escreve) resolveu estudar e trabalhar em outro país, aproveitando para levar o Charlie junto.

18_seattleQuem acompanha esse blog e todas as notícias referentes ao livro “Como Ser Um Bom Marido” sabe que Charlie é o sapinho da capa.

Portanto Charlie – o sapo, está agora mesmo curtindo uma incrível e maravilhosa temporada de férias em Vancouver, no Canadá.

Mas por quê Vancouver?

Porque sim, oras.

24_metrotownMinto. É porque eu já estive aqui há uns 2 anos, lembram?

(Cliquem AQUI e refresquem a memória)

E eu falei tão bem daqui que minha irmã Lilika se empolgou e quis vir para cá de qualquer jeito para estudar e trabalhar.

O negócio é que ela me intimou a vir junto e eu, mesmo com o coração apertado por deixar o Bom Marido e nosso bebê Lucky (o gato) no Brasil, resolvi aceitar o chamado.

Até mesmo porque se eu não tivesse vindo agora, talvez não conseguisse vir tão cedo, pois as leis canadenses sofreram alterações e somente quem desembarcasse no Canadá até o comecinho de Agosto deste ano obteria o visto de trabalho sem precisar estar matriculado em alguma faculdade daqui (o que sairia bem caro) ou aplicar para imigrar de vez (o que é bem difícil, burocrático e caro também).

37_charlienoSkytrainClaro que eu queria que o Meu Amado estivesse comigo, mas sei que, no momento, nossas finanças não permitem tal empreitada. Fora isso ele jamais toparia fazer esse tipo de intercâmbio (Work & Study) seja para qual país fosse.

Mas o Bom Marido precisa vir para cá. Como turista, pelo menos.

25_curryexpressCharlie está adorando conhecer lugares, comidas, passeios e pessoas diferentes.

Talvez o Meu Príncipe Encantado não se empolgue tanto em socializar com estrangeiros, mas eu tenho certeza que ele se identificaria muito com essa cidade. Tudo aqui tem a cara dele!

A gente mata as saudades via Skype.

Santo Skype me salvando pela segunda vez. Lembram da primeira?

Mas agora não são apenas 40 dias como da outra vez. São 6 meses!!!

É por isso que o Bom Marido precisa mesmo vir para Vancouver, nem que seja para ficar 15 dias comigo, conhecendo a cidade e reforçando a ideia de morar fora do Brasil.

02_CharlieDowntownUrsoMas tudo depende de dindim… E eu ainda não consegui um bom emprego aqui.

Estou contando com isso e com os cachês que ainda recebo no Brasil para me manter e tentar trazer Meu Amado para cá.

Mas está difícil.

Charlie está me ajudando bastante, afinal ele anda atraindo muitos olhares por aqui!

Além dos amigos do Canadá Diário, Dimitri e Fabiana, que apoiaram o projeto do livro no Catarse e receberam as recompensas em mãos, mais dois livros já foram vendidos por aqui. Um foi para minha “irmã cósmica e de coração” Regina, cujo universo faz questão de nos reunir, coincidentemente, de tempos em tempos!

12_Cinema1E outro foi para um (pasmem!) Mexicano que conheci no Latin Summer Fest (um festival latino americano) e que ficou encantado com a capa e com o título do livro.

09_LatinSummerFest1Espero que ele goste do livro e que o conteúdo do mesmo seja de grande utilidade em sua vida, pois esse Mexicano me pareceu ser um cara bacana e merecedor de uma boa pessoa que lhe arrebate o coração.

10_TroutLakeA luta, de agora em diante, vai ser arrumar um bom emprego, focar nos estudos e vender muitos exemplares de Como Ser um Bom Marido para os amigos brazucas que eu fizer por aqui.

Sem generalizar, mas já generalizando, brasileiro é muito preguiçoso para ler. E para comprar livro então, nem se fala!

Mas eu tenho fé que os muitos brazucas que estão aqui representando nosso belo verde e amarelo se interessarão em adquirir, por apenas $15,00 CAN (quinze doletas canadenses), este divertido livro, muitíssimo bem representado pelo sapo mais viajandão do mundo: nosso querido Charlie!

Charlie está se divertindo muito na companhia das Maple Leaf Sisters, mas ele está ansioso em conhecer novas pessoas aqui em Vancouver.

Portanto, se você gosta ou conhece alguém em Vancouver que gosta de ler (em Português) e acha que este livro é uma boa fonte de entretenimento e reflexão, então, por favor, nos ajude a divulgar essa obra!

Certamente o Charlie, as Maple Leaf Sisters e o Bom Marido (que está lá no Brasil se matando de trabalhar para conseguir vir para cá…) agradecerão de coração pela força e pela aquisição do livro!

#ValeuCharlie!

#CharlieEmVancouver

#ComoSerUmBomMarido #Brasil

#HowToBeAGoodHusband #Brazil

#CharlieNaGlobo #ComoSerUmBomMaridoNaGlobo

04_CharlieEsculturasRisonhas

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Agradeço a todos que torcem pelo sucesso deste livro, em especial aos que já compraram, já leram e já recomendaram para outras pessoas!

Um grande beijo e fiquem com mais algumas fotos das “aventuras” do Charlie:

01_CharlieSeattle

Charlie no Aeroporto de Seattle.

03_CharlieFestivalIndiano

Charlie no Festival Indiano com a família Canadá Diário.

39_lougheedstation

Charlie tomando um lanchinho com as Maple Leaf Sisters na Lougheed Town Centre Station.

03_CharlieIKEA

Charlie passeando na IKEA.

05_CharlieYBC

Charlie tomando “umas” (brinks!) na Yaletown Brewing Company.

06_CharlieSkytrain

Charlie e o ursão na Yaletown Station.

07_CharlieILSC

Charlie em seu primeiro dia de aula na ILSC – “Creative English Course”.

08_CharlieItalianMarket

Charlie provando uns quitutes no Italian Night Market.

11_BlenzCoffee

Charlie tomando um Belgium Hot Chocolate no Blenz Coffee.

14_CharlieLibrary

Charlie visitando a Biblioteca Pública.

15_CharlieTrain

Charlie e as Maple Leaf Sisters visitando o Roundhouse Community Centre, em Yaletown.

13_CharliePelúcia

Vejam que maravilha! Vimos alguns Charlies de pelúcia à venda lá no Vancouver Aquarium!!! Precisamos comprar algumas unidades para sortearmos entre nossos leitores, que tal?

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Obrigada pela visita e aguardem as próximas postagens sobre as aventuras do sapo mais charmoso da nossa Literatura!

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::: Aproveitem para visitar o blog das Maple Leaf Sisters, o blog da Eliane Lilika e meu outro blog: Elaine Oliveirarte!

::: Curtam também a página do livro Como Ser Um Bom Marido no Facebook!

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Fiquem à vontade para comentar, curtir e compartilhar este conteúdo, por favor!

Suuuuuuper beijo,

Elaine Thrash

😉

LV. Definitivamente uma Boa Esposa

AnaAmélia_12filhos

07/04/2010 – Ana Amélia e seus 12 filhos.

Com seu Bom Marido ela teve doze filhos. Seriam quinze se os gêmeos do primeiro parto tivessem sobrevivido e um dos gêmeos do sexto parto também.

E é bem provável que outros filhos tivessem nascido se o seu Bom Marido não tivesse descansado quando a caçulinha ainda estava com um ano e meio de vida…

Aos 45 anos de idade, viúva e com doze filhos para cuidar, ela não quis saber de outro homem. Amou tanto o seu marido que, em respeito a ele, nunca pensou em estar em outros braços. Seus filhos lhe bastavam. Todo o amor de sua vida ela dedicou a eles, bem como a seus netos, bisnetos e tataranetos.

AnaAmélia_99anos

07/04/2013 – Ana Amélia comemorando seus 99 anos ao lado de 9 dos seus 11 filhos.

Chegou de mansinho aos 99 anos de idade. De repente até passou dos 100 e ninguém sabia, afinal não era difícil as crianças serem registradas dias, semanas, meses e até anos após o nascimento.

Prendada como ninguém, passou a infância e a adolescência aprendendo a ser uma Boa Esposa. Sua mãe lhe ensinou a bordar, tricotar, costurar, cozinhar, lavar, passar, limpar e cuidar da casa. Aprendeu depressa e com muito afinco.

Ainda jovem conheceu um viúvo que era uns bons anos mais velho que ela. Nunca imaginou que fosse se casar com ele, mas o amor não escolhe idade, não é verdade? E foi assim que, lá no interiorzão da Bahia, ela se casou com seu Bom Marido e fez de tudo por ele enquanto pode.

Visando melhorar de vida, seu Bom Marido saiu da Bahia rumo à São Paulo, mas não arriscou levar a Boa Esposa junto. Primeiro foi sozinho para se certificar de que tudo daria certo. Em seguida mandou dinheiro para que ela, a sogra e mais alguns parentes fossem também.

Aniversário_99anos

Carinho de bisa!

Migrando de fazenda em fazenda, trabalhando por um pedaço de terra e lutando para viverem bem, os dois foram construindo uma família unida e amorosa.

Passaram por poucas e boas juntos. Mas também foram muito felizes enquanto puderam.

30 e poucos anos de casamento. O suficiente para viverem intensamente uma vida cheia de amor, carinho e respeito.

Até seus últimos anos de vida, ela falava com muito orgulho do Bom Marido que Deus lhe deu e principalmente dos Bons Filhos que eles tiveram. Nem todos se recordam das feições do próprio pai, afinal eram muito novos para entender o que estava acontecendo. Mas todos se parecem entre si, com uma mistura de traços da Boa Mãe e do Bom Pai.

Dia 3 de Agosto de 2013 completa 1 mês que ela nos deixou. E completa 1 ano e 1 dia que seu segundo filho também nos deixou. Ela nunca havia perdido um filho depois de crescido. E foi justo aquele que, seguindo as ordens do pai, nunca se casou para poder se dedicar e cuidar da própria mãe.

Aniversário_99anos

Ana Amélia comemorando seus 99 anos ao lado de parentes e amigos.

Ela não aguentou perder seu Bom Filho e companheiro. Mas qual mãe aguentaria? Aliás, ela já havia aguentado muita coisa nessa vida. E perder um filho após 76 anos de convivência foi muito para o coraçãozinho dela.

A Boa Mãe foi ficando cada vez mais triste e acabou por adoecer até ficar bem fraquinha e se despedir desse mundo que ela conheceu muito bem.

Certamente já deve ter se reencontrado com seu filho, sua irmã, alguns netos, seus pais e com seu Bom Marido também, é claro. E os demais que aqui restaram (filhos, genros, netos, bisnetos, tataranetos) sentem muito a sua falta, mas entendem que já era hora daquela guerreira descansar.

E que ela esteja em um maravilhoso lugar!

Descanse em paz, Ana Amélia. Descanse em paz, minha amada Vovó.

Vó Ana e eu *.*

Beijinho na Vovó! *.*

Natal2012_VóAna

O último Natal da Vó Ana. 2012.

Aniversário_99anos

Ana Amélia comemorando seus 99 anos ao lado de alguns dos seus netos.

Aniversário_99anos

Ana Amélia comemorando seus 99 anos ao lado de alguns dos seus bisnetos.

Aniversário_99anos

Vovó e eu.

R.I.P.

Ana Amélia Oliveira

✰ 07/04/1914

† 03/07/2013

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E para encerrar, venho anunciar que, após o lançamento do livro “Como ser um Bom Marido”, um dos próximos livros que pretendo fazer será um apanhado de histórias em homenagem à essa guerreira que nos deixou recentemente aos 99 anos: nossa amada Ana Amélia Oliveira.

Catarse_logoEnquanto o livro da Vovó não fica pronto, peço por gentileza que os leitores desse blog acessem o link do projeto do meu atual livro e, se possível, apoiem o mesmo.

É bem simples e divertido apoiar um projeto no Catarse.

Querem saber como?

Então acessem: www.catarse.me/pt/comoserumbommarido e façam a diferença lá também!

Muito obrigada!

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XXXVI. Na alegria e na tristeza…

… na alegria e na tristeza, na saúde e na doença…

Durante esses quase dois anos de relacionamento, acredito que o Meu Amado tenha visto e vivido mais coisas do que em toda a sua vida!

Família grande é assim: repleta de fortes emoções!

Em cerca de 1 ano e 8 meses de namoro, Meu Príncipe Encantado já foi obrigado a enfrentar um batizado lotado (foi quando batizei minha afilhadinha Lara); a festa de noivado da minha prima, com direito a pastor abençoando o casal em uma longa cerimônia e tudo mais; diversos aniversários, alguns de criança (sendo que o Thierry não gosta nem um pouco dos pequenos, imprevisíveis, pentelhos e mimados seres que povoam o planeta); e, pela segunda vez em sua vida, Meu Amado presenciou um velório e um enterro.

Ele não tinha a menor obrigação de ir lá, afinal estava lotado de trabalho para fazer, mas mesmo assim ele quis ir.

E em uma triste sexta-feira de Agosto demos “adeus” ao querido Tio Zico, um dos irmãos mais velhos do meu pai.

Tio Zico

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2 de Agosto de 2012. Dia em que cheguei do Canadá.

Milagrosamente deu tudo certo nessa viagem de volta, diferentemente da viagem de ida, onde perdi a conexão,  fiquei perdida, paguei taxa extra, dormi no aeroporto do México e passei um sufoco para chegar sã e salva em Vancouver.

Para voltar, foi tudo tão simples… Sem fila na imigração, com tempo de sobra para fazer a conexão para São Paulo, e ainda viajei na Classe Executiva, pois não havia mais lugar na Econômica.

Chegando ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, nem tinha fila para passar pela Receita Federal e eu nem fui parada, barrada ou questionada. Foi tudo perfeito demais, cronometrado demais…

Em casa, sã e salva, papai disse: “Hoje você não vai para a casa do Thierry, pois iremos visitar o Tio Zico no hospital.”

Tio Zico tinha sido operado na semana passada. Estava tudo bem com ele. Dias depois ele teve umas complicações e a cirurgia teve que ser refeita. O quadro dele não estava nada bom.

Mais tarde meu pai mudou de idéia e disse: “Melhor você ficar em casa descansando hoje, até mesmo porque nem vão deixar entrar muita gente no quarto… Já tenho que levar o Tio Jaime e o Tio Leu… Amanhã ou depois você vai.” E meu pai foi.

Enquanto isso eu tentava desfazer minhas malas, organizar minhas coisas e separar a roupa para lavar. Minha irmã chegou do trabalho e ficamos matando as saudades, conversando e nos divertindo com as coisas que eu havia comprado.

Estávamos no quarto por volta das 18h ou 19h (não me recordo agora) quando senti um calafrio muito forte e muito estranho. Meu corpo inteiro tremeu. Até minha irmã ficou assustada.

Pensei ter sido por causa da viagem, do cansaço, da mudança de clima. Talvez eu estivesse um pouco resfriada ou coisa assim…

Meia hora depois meu pai telefona do hospital. Perguntou se minha mãe estava bem o suficiente para receber a notícia. Nessa hora eu já sabia que o Tio Zico não tinha resistido.

Parece até que meu tio estava esperando eu voltar de viagem para finalmente descansar em paz.

Depois fiquei sabendo que o calafrio que eu senti foi exatamente no momento em que ele deu seu último suspiro.

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Durante todo esse tempo de angústia e espera por notícias, Thierry ficou ao meu lado. Não nos abandonou um minuto sequer, tendo inclusive dormido em minha casa e enfrentado a dor e a tristeza do velório e do enterro no dia seguinte.

Nem todos os parentes e amigos puderam estar presentes, alguns por residirem muito longe, outros por não terem sido dispensados do trabalho. Mas os mais importantes estavam lá. Todas as pessoas com as quais o Tio Zico se importou a vida inteira. Todas as pessoas que ele ajudou de alguma forma.

Tio Zico tinha um coração de ouro. Fazia mais por qualquer pessoa do que por ele mesmo. Não casou, não teve filhos. Sua missão foi cuidar da sua mãe até quando Deus lhe permitisse. E Deus permitiu que ele chegasse aos quase 76 anos, que completaria em 23 de Agosto, mesmo mês de sua morte. Mesmo mês em que seu pai faleceu.

Bem dizem que “Agosto é o mês do Desgosto”… Ano passado demos “adeus” à minha tia caçula, irmã mais nova da minha mãe. 35 anos. Câncer.

Alguns anos antes, também em Agosto, demos “adeus” ao melhor amigo do meu pai, que era mais que um irmão de verdade. 53 anos. AVC.

E agora meu tio, que não queria de jeito nenhum fazer essa cirurgia, vai embora aos 75 anos, deixando a tristeza no coração de toda a família, principalmente de uma mãe de 98 anos que nunca havia perdido um filho depois de crescido (Vovó engravidou de gêmeos, mas nasceram mortos, e depois teve outra gestação de gêmeos – um casal, mas apenas a menina sobreviveu, que por sinal é a minha querida Madrinha).

Vó Ana e todos os seus filhos e filhas

Mas Vovó nunca havia perdido um filho depois de tantos anos de amor, carinho e convivência.

Só Deus sabe a dor que ela está sentindo. Perder um filho que era seu companheiro de todos os dias. Ele que levantava cedinho, fervia o leite e batia em sua porta para avisá-la… Ele que, obedecendo às ordens do próprio pai, nunca se casou para poder se dedicar e cuidar de sua mãe.

Mesmo não sendo o mais amoroso dos filhos, ele a amava muito. Não demonstrava, mas amava. Sempre atencioso e preocupado, fazia tudo pensando nela, para ela.

Raramente a beijava, salvo alguns aniversários, Réveillons e Natais. Mas antes de ir para o hospital ser internado para a cirurgia, se despediu de sua mãe com três carinhosos beijinhos no rosto.

Era como se, no fundo, ele soubesse que jamais a veria novamente.

E assim foi.

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Tio Zico engraçado!Tio Zico vai deixar muitas saudades. Todo mundo se lembra de algum momento, alguma história, alguma coisa boa ou até mesmo divertida que ele fez em vida.

Gostava de tocar viola. Cantava músicas sertanejas, daquelas bem antigas, de raiz. Música sertaneja de verdade.

Adorava contar piadas! Fazia todo mundo rir com suas histórias divertidas e suas piadas impróprias para os menores. O Tio Zico era tão engraçado e atrapalhado que a gente costumava compará-lo ao personagem Mr. Bean!!!

Não gostava de ir à casa dos outros. Preferia que todos fossem à sua casa passar um Domingo em família, com um simples almoço ou até mesmo um baita churrasco.

Nunca dizia “não” a quem lhe pedisse ajuda. Família, amigos, vizinhos, um estranho na rua, as insistentes funcionárias da LBV…

Para ele, a família era sagrada. Ainda que não gostasse que alguns parentes (principalmente mãe e irmãs) metessem o bedelho em sua vida, sua maior preocupação era ver todo mundo bem, feliz, saudável e sem qualquer problema financeiro. E se alguém estivesse em uma situação ruim, ele tratava logo de ajudar!

Tratava os sobrinhos como se fossem seus filhos. Queria saber dos estudos, dos trabalhos e dos lazeres. Sempre perguntava se estávamos precisando de alguma coisa . Incentivava nossos sonhos. Apoiava nossos projetos. Fazia de tudo para nos ajudar.

Se alguém estivesse vendendo alguma rifa, ele fazia questão de comprar vários números! Se alguém quisesse fazer aulas de violão, ele não só dava o violão como ainda comprava o método de estudo!  Se alguém inventasse de vender Natura ou Avon, ele não passava uma campanha sem encomendar algum produto!

Todo mês ele comprava Tele Sena para a vó, minhas tias e minha mãe. Seu sonho era melhorar a vida de todas essas pessoas que ele tanto estimava.

Também não passava uma semana sem tentar a sorte jogando na Quina, na Mega-Sena ou em outras apostas da Loteria. Nunca ganhou nada. E se ganhou, usou todo o dinheiro para ajudar a família, coisa que ele sempre fez com o maior gosto.

Sempre será lembrado como o Tio do Doce, afinal todo sobrinho que se preze irá lembrar de chegar à casa da Vó e ser recebido com muita alegria e muitas guloseimas que o Tio Zico sempre comprava para agradar à criançada. Balinha de Hortelã, Chocolate Sufflair, Pastilhas Valda, Kinder Ovo, H2OH… Ele sabia os gostos de todo mundo.

Por isso nós só temos a lhe agradecer, tio. Onde quer que o senhor esteja, certamente está descansando e olhando por todos nós.

Muito obrigada, Tio Zico! Você sempre estará em nossos corações.

Ah, lembrando que, pelo menos nosso querido tio viveu para ver o milagre do seu time finalmente conquistar a Libertadores! rs Tio Zico era corintiano roxo! tsc tsc tsc…

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Bom, encerro esse longo e necessário post de hoje deixando um agradecimento especial a todos que mandaram mensagens de força para nós, principalmente o meu Bom Marido que, pacientemente, enfrentou essa barra junto à Família Oliveira.

Um Bom Marido é assim: sempre presente em todos os momentos da vida da Boa Esposa (e vice-versa), sejam eles de alegria ou de tristeza, saúde ou doença, até que a morte os separe.

Mas chega de falar de morte por hoje. É um assunto triste demais para um Domingo de tantas lembranças…

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R.I.P.

José Candido de Oliveira

✰ 23-08-1936

† 02-08-2012

XXXV. Bom Marido à Distância!

Esse foi o recorde… 22 dias sem postar nada aqui… Motivo: total falta de tempo, afinal ainda estou viajando.

Elaine em Rocky MountainsBom, vamos lá.

Cá estou eu, aproveitando os últimos dias da minha viagem ao Canadá.

Já terminei meu curso, já peguei meu certificado, já saí da minha homestay e agora estou na casa de amigos, que por sinal merecem meus agradecimentos mais do que especiais!

Enquanto isso, no Brasil, lá está meu ilustre e amado Bom Marido naquela vidinha pacata de sempre, só esperando por mim.

Bendito seja o Skype em nossas vidas que nos permite ver e ouvir as pessoas em qualquer lugar do mundo. E durante esses quase 40 dias de viagem, consegui me comunicar com minha família e Meu Príncipe de forma rápida, eficaz e barata! Graaaaande Skype!

Papai e Mamãe no Skype

Em uma dessas conversas com Meu Amado, constatei que ele foi mais do que um Bom Marido e não deixou a casa e a louça sujas me esperando: ele limpou a casa e lavou a louça!

Mas como assim???

De vez em quando milagres acontecem, mas eu não esperava que ele fosse (juntamente com minha sogrinha, claro!) cuidar da casa na minha ausência. Eu esperava encontrar tudo de pernas para o ar, sujeira e poeira em todos os cantos da casa e mais aquela imensa pilha de louças imunda e fétida transbordando pela pia!

Mais uma vez o Meu Ilustre Namorido me surpreendeu!

Tudo bem que essa minha viagem está sendo mais do que maravilhosa, mas só o fato de eu saber que, em breve, irei voltar para os braços do Meu Amado já fico bem mais feliz.

Gato no SkypeIsso sem falar no meu Bebê também, né? Afinal toda vez que o Bom Marido me mostrava nosso gatinho no Skype, eu quase pulava na tela de vontade de abraçá-lo, apertá-lo e beijá-lo muito! *.*

Dentro de poucos dias eu abraço, aperto e beijo não só o Lucky, mas o Thierry também, claro! hehe

Bom, e para encerrar só digo que: Viajar é muito bom, mas voltar para casa é melhor ainda!

Me aguarde, Mon Amour!!!!!

XXXIV. A Dor da Distância

Mais de 15 dias sem postar nada sobre o Bom Marido… Calma, gente, nós estamos bem!

O que acontece é o seguinte: estou no meio de uma longa viagem e até agora não tive tempo de atualizar nenhum dos meus blogs (este aqui, o Elaine Oliveirarte e o CIAVIP Cultural, que é o blog da cia teatral onde eu trabalho).

Fora isso, ainda estou sofrendo com o tal do jet lag*, sendo que isso ocorre no primeiro dia, ou seja, já era para eu ter acostumado… Mas enfim, vamos ao que interessa.

A dor da distância…

Sobrevoando o Canadá

Viajar sozinha para um lugar longe e incrivelmente belo parece burrice quando a gente está em um relacionamento sério. Mas quando isso se faz necessário, seja por causa dos estudos ou por conta de algum trabalho específico, acaba sendo uma ótima oportunidade de reflexão.

Eu não sou lá uma pessoa muio emotiva, que sente saudades de tudo e de todos (a não ser da minha mãe, afinal MÃE é MÃE!) e que chora por qualquer coisa. Tudo bem que eu chorei quando o avião estava decolando, mas isso foi porque eu estava muito ansiosa e com medo do que viria pela frente…

Eliane, Thierry e eu tomando um bom café antes do meu voo!Mas ah! Que bobagem! 5 semanas passam voando e eu não estava indo morar em outro país, apenas indo fazer um curso. Mas eu chorei. Lembrei de todo o esforço que minha família (incluindo Meu Namorido) fez para que eu realizasse esse sonho. Lembrei da minha irmã e do meu namorado que foram me levar ao aeroporto e ficaram lá comigo até eu embarcar. Lembrei que meu pai não pode me levar ao aeroporto porque estava se sentindo muito mal e minha mãe teve que ficar em casa para cuidar dele… E para mim essa foi a pior parte: não estar com meus pais no aeroporto e viajar preocupada com a saúde do papai.

Lembrei da expressão de ansiedade misturada com preocupação e felicidade da minha irmã que, diga-se de passagem, é a melhor irmã do mundo! E claro, lembrei da tristeza no olhar do Meu Amado acenando para mim até eu desaparecer no portão de embarque.

Essas coisas mexem com a gente.

Viajar é sempre uma nova descoberta, uma nova experiência e um dos melhores investimentos que uma pessoa pode fazer por si mesma.

Eu, particularmente, estou amando essa viagem, mas muitas vezes sinto uma estranha melancolia, pois tudo o que eu vejo de belo e agradável, me faz pensar: “Puxa… Bem que o Thierry poderia estar aqui…”

Canada PlaceQuando entro em uma loja e vejo algum item bem bacana, logo penso: “Vou comprar para o Thierry!”

Tudo me faz pensar no Meu Príncipe. A cidade, os passeios, a estrutura, a comida, o clima… Eu estou conhecendo muitas coisas incríveis e que valeriam muito mais a pena se ele estivesse ao meu lado.

Estou até pensando em juntar uma graninha e convencê-lo a vir passear comigo aqui. Vale muito a pena. Mesmo que as coisas sejam bem caras nesta cidade, vale a pena, pois tudo é lindo, agradável, confortável, limpo, organizado e acolhedor. Estou gostando tanto que eu até já pensei em morar aqui! rs

Talvez um dia, quem sabe eu não convença o Bom Marido a sair um pouco da toca, conhecer novos lugares e vivenciar essas experiências incríveis, não é mesmo?

Mas por enquanto tenho que me contentar em viver minhas próprias experiências, realizar meus sonhos, fazer meus cursos e aproveitar o máximo possível a minha estadia aqui neste lugar tão tão distante…

A distância dói, mas é perfeitamente suportável. Além disso, serve de inspiração e reflexão sobre tudo o que realmente é importante e valioso em nossas vidas.

E que venham mais e mais viagens, de preferência com Meu Amado junto!

Thierry e eu no Skype

Bendito seja o Skype em nossas vidas!

😉

Para quem não sabe, estou em Vancouver, CA. Estou aqui estudando para dar uma aprimoradinha no meu Inglês! Chique, não?

*Jet Lag ou descompensação horária, ocorre quando uma pessoa viaja para outro país e não consegue se habituar ao horário local. (Aqui em Vancouver, por exemplo, quando são 20h (meia-noite no Brasil) eu já estou morrendo de sono… E quando são 4h da madruga (8h no Brasil) eu acordo assustada, achando que estou atrasada…)

XXII. Afastamento Saudável

amor

Quando as pessoas namoram, elas adquirem uma rotina de vida de acordo com a disponibilidade de se encontrarem. Geralmente isso ocorre aos finais de semana, três noites por semana ou, dependendo da distância e das condições financeiras, a cada quinze dias.

Mas quando um casal de namorados consegue conviver praticamente todo santo dia, aí já vira uma espécie de “casamento”!

No começo tudo é incrível, tudo é lindo, tudo é aceitável. Mas a partir do momento em que uma das pessoas começa a se incomodar com certas manias e falhas de comportamento, o ideal é dar uma respirada e tirar uns dias de “férias” da pessoa amada.

Não que isso seja ruim. É perfeitamente saudável!

Ah, se todos os casamentos fossem assim! Certamente evitaria muitas brigas e muitos rompimentos gerados pelo estresse do convívio diário.

Estamos vivendo em uma época de muitas cobranças, muita competição, muitas obrigações e a eterna busca desenfreada pelo status e pela perfeição. É uma loucura! Todo dia alguém nos bombardeia com perguntas do tipo: “Está trabalhando? Qual empresa? Casou? Tem filhos? Está morando onde? Já conseguiu aquela promoção no emprego? Seu filho está indo bem no colégio? Vai cursar qual faculdade?…” E por aí vai.

Se a gente não tirar um tempo de respiro só nosso, sem ninguém enchendo o saco, cobrando, perguntando, exigindo, bisbilhotando… A gente entra em parafuso.

Não é egoísmo. Não é abandono. É botar ordem na cachola e criar mais forças para seguir em frente.

Dizem que a saudade aumenta o sentimento, certo? Mas é verdade! Sentir a falta do outro faz muito bem, pois na ausência você tende a pensar só nas coisas boas que a pessoa lhe causa.

Agora… Se, mesmo no afastamento, você só lembrar das coisas ruins, então continue afastado porque a coisa tá feia!

Por isso, o ideal em um casamento seria cada um ter seu quarto, seu espaço de privacidade total – se possível até com a plaquinha de “Não Perturbe” subentendida, ou a possibilidade de voltar para a casa dos pais sempre que fosse preciso tirar essas tais férias conjugais.

O casal mais lindo do mundo!Claro que não é todo casal que precisa. Por exemplo, meus pais e muitos casais na casa dos cinquenta, sessenta, setenta aninhos vivem em perfeita harmonia. Vidinha básica, tradicional. Mamãe faz tudo pelos “três” filhos (minha irmã, eu e meu pai, rs) e papai provém o sustento do lar. Sempre foi assim: aquela velha hierarquia familiar!

Aqui em casa não existe a necessidade de férias conjugais, pois não rola nenhum tipo de estresse, nenhum tipo de cobrança ou competição. Minha mãe não sente a necessidade de ser uma perua fútil e ostentar jóias e roupas novas para fazer inveja para as “amigas”. E papai trabalha duro para manter o conforto do nosso lar e não fica trocando de carro todo ano só para mostrar para os “amigos” e parentes. Vidinha simples e tranquila. Para eles basta ter uma casinha própria, um carrinho básico e a comidinha mais gostosa do mundo sempre à mesa.

E é exatamente para essa simplicidade que eu volto sempre que preciso relaxar, organizar a vida e sentir saudades do Meu Amado e do nosso bebê também, o Lucky! Ai, ele é tão fofo, não acham?

miau

E pelo menos ele faz companhia ao Meu Príncipe Encantado enquanto eu estou ausente, principalmente por causa da correria básica da vida artística!

Me aguarde, Mon Amour! Essa semana eu volto para seus braços!zzzz

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Ah, gente, mas é claro que o Thierry também deve estar aproveitando esses dias sem mim, né? Porque vamos combinar que eu também não sou nada fácil com as minhas manias e exigências!

😉