XCVIII. Mais um ano!

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Eita que 2015 já acabou. Passou feito um furacão, balançou um pouco as estruturas, mas acabou muito bem.

Começou lindo, com mil passeios que fiz com o Bom Marido lá no Canadá. Aliás, não consegui atualizar cada detalhe da nossa viagem, como era o planejado, mas acho que nas próximas postagens eu consigo. Eu ACHO!

Assim que voltamos de viagem, deu aquela sensação estranha de que estávamos no lugar errado, sabe? A sensação de que não deveríamos ter voltado do Canadá. Então bateu aquela depressão pós-viagem que tanto temíamos.

No começo foi difícil. Voltamos em uma época estranha, com as coisas fora do lugar e com uma crise no país que estava afetando mais o psicológico que o bolso.

Foi então que começamos a pensar nos “e se…” da vida e isso incluiu “e se um dia, daqui a uns dois anos, nos mudássemos para o Canadá?”. Confesso que ainda está só na hipótese, pois não conseguimos notáveis progressos para que isso se realizasse.

Primeiro porque precisaríamos comprovar uma boa quantia em dinheiro para começarmos nosso processo de imigração; depois teríamos que organizar uma série de coisas aqui antes de finalmente decidirmos começar tudo praticamente DO ZERO em outro país.

Parece mais fácil estar sozinho, pegar uma mochila, largar tudo aqui e viajar para bem longe, sem vínculos, sem amarras, sem cordões umbilicais e sem arrependimentos. O que não é o nosso caso. Temos que pensar sempre em dois. Três com o gato.

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Mais uma coisa para resolvermos: os procedimentos para levarmos o Lucky conosco!

Fora isso, ainda teríamos que procurar um local lá para morarmos, que não fosse muito caro, que não fosse muito tosco e que aceitasse animais. Me refiro ao gato!

Levaríamos uma grana extra para nos mantermos lá enquanto não pintasse nenhum trampo para nós, mas primeiro teríamos que fazer grana aqui para termos essa reserva. O que só foi acontecer lá para Maio/ Junho, ou seja, na metade do ano já…

Mas até que o ano foi bom. Nem péssimo, nem maravilhoso. Deu para passar. Difícil foi superar a perda do vovô Leon (avô do Thierry), o que piorou ainda mais a maré de tristeza pela qual estávamos passando.

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Para mim, graças a Deus, muitos trampos foram surgindo, a ponto de eu não ter tempo de descansar para curar uma torção no pé, um mau jeito no ombro, gripes, resfriados, dores de cabeça e etc…

Tanto é que hoje, 05 de janeiro, ainda estou com uma tosse que começou em 27 de dezembro, por conta da mistura: calor + muito ar condicionado + semanas seguidas de trabalho sem folga!

Pra que folga? Quando se tem um objetivo em mente, folgar é algo que atrapalha. Claro, serve para descansar, curtir um pouco mais a companhia do Bom Marido, mas de forma geral me deprime, me dá a sensação de não estar sendo útil!

Ainda mais para nós que pretendemos casar e mudar de país: quanto mais freelas, melhor! Quanto mais dindim entrando, melhor! Uhuuu!!!

E só termos foco e um bom planejamento. Deixar a vida organizadinha aqui para conseguirmos construir uma vida nova lá. Nós três: Meu Amado, nosso bebê peludo e eu. E que nossos parentes possam nos visitar de vez em quando, especialmente quando pensarmos em aumentar a família.

Eis uma questão que vem passeando pela mente do Bom Marido. Se for para termos filhotes, que nasçam no Canadá. Eu não faço muita questão de ser mamãe, por isso deixo essa decisão para quando o alarme de “Putz! Quero ser pai!” do Thierry apitar! Hahaha!

Se tivermos gêmeos, melhor! Assim os 9 meses de gestação + as dores + enjoos + o parto + a recuperação serão resolvidos numa tacada só!

Para encerrar, fiz uma bela homenagem ao meu amado no dia 29 de dezembro de 2015, dia em que completamos nossos 5 anos de namoro + noivado. Comemoramos em casa mesmo, com panquecas no café da manhã, pipocas, filmes e um jantar com direito a Strogonoff de Frango e um bom vinho tinto!

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Na mesma data, no ano anterior, estava eu indo buscá-lo no Aeroporto Internacional de Vancouver! Foi o melhor presente de namoro que eu poderia ganhar. Para completar, minha irmã até fez um jantarzinho gostoso para nós!

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Mais uma lembrança boa que nos faz querer morar no Canadá com a máxima urgência.

Será que a gente consegue?

Que Deus nos abençoe; que os anjos digam “Amém” e que o universo conspire a nosso favor para que o sonho de morar no Canadá se concretize o mais rápido possível!!!

Bora torcer!

E um Feliz 2016 do Bom Marido e da Boa Esposa! Ah, e do Bom Gatinho também! rs

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Agradecimentos aos amigos e leitores que já adquiriram exemplares do livro Como Ser Um Bom Marido e aos que estão para adquirir também!

Obrigada pela visita e até a próxima!

😉

IX. Tudo tem sua hora (Parte 3 – final)

“Não importa quanto tempo leva para a poeira baixar. O certo é agir quando o terreno estiver propício. Ainda que reste uma sujeirinha aqui, outra ali, logo esta será eliminada com as faxinas básicas do dia a dia!” E.Thrash – 2010

(continuação)

::: Parte 3 – Como tudo (re)começou! (ufa, aleluia e até que enfim!)

Tudo mudou após eu ter lançado um livro de poemas e crônicas chamado “da depressão à criação”. Parece que eu havia tirado um peso das minhas costas, e desde então eu amadureci tudo o que eu não havia amadurecido em 10 anos! Um verdadeiro milagre da arte!

Muitas coisas ficaram claras em minha mente. Pude reavaliar anos e anos de comportamento errôneo e mimado, até que cheguei no setor “relacionamento” da minha vida.

Bom, eu estava há um ano solteira e tranquila, tentando só cuidar de mim, da saúde e da carreira. Percebi o quanto eu havia errado ao escolher namorados que fossem parecidos comigo, ou no campo profissional ou no gosto musical. Só namorava caras que fossem tão agitados como eu. Conflito na certa! O melhor a fazer era ficar sozinha mesmo.2010

Um belo dia, conversando com algumas pessoas no msn, vi que um certo alguém estava milagrosamente online e resolvi, só por curiosidade, perguntar se estava bem, com saúde, tudo tranquilo, etc e tal… No decorrer da conversa, o assunto chegou em “dificuldade de entender certas pessoas”.

Eu disse: “Opa! Peraí! Vamos esclarecer essa história!” E então marcamos um encontro só para eu explicar a ele toda a confusão que estava acontecendo comigo no ano passado. Era o mínimo que eu poderia fazer.

Ele ainda sentia algo muito forte por mim e como ele estava bem mais maduro e conformado, entendeu numa boa tudo o que eu disse. Foi muito nobre da parte dele ter me dado a chance de me explicar. Eu não esperava mais nada além disso.

Natal2010Mas, como a vida tem dessas coisas de novela, acabamos nos beijando e resolvemos nos dar outra chance, porém com regras preestabelecidas, jogo aberto, muito diálogo e muita cumplicidade. O que quer que estivesse errado entre nós, seria discutido e resolvido na hora (falarei mais sobre isso em outra oportunidade).

E mais: fui bem sincera com ele. Disse que eu não sabia se estava pronta para um relacionamento sério, portanto só “ficaríamos” por um tempo. Nos conheceríamos melhor e da forma certa: sem joguinhos, sem mentirinhas e sem outras pessoas manipulando nossas vidas.

Passamos agradáveis dias juntos, nos divertindo, nos redescobrindo, nos curtindo e sem cobranças. Cada dia eu gostava mais do Thierry e isso foi me dando certeza e segurança para estar ao lado de um cara com um estilo de vida bem diferente do meu.

Um mês depois, 29 de Dezembro de 2010, resolvemos oficializar o que nossos corações já haviam oficializado faz tempo sem a gente se dar conta! E hoje estamos há mais de um ano juntos. E, graças Deus, felizes!2010

Não importa quanto tempo leva para a poeira baixar. O certo é agir quando o terreno estiver propício. Ainda que reste uma sujeirinha aqui, outra ali, logo esta será eliminada com as faxinas básicas do dia a dia!

E assim começa essa tal história de Como Ser Um Bom Marido!

Até a próxima aventura romântica!