LXXV. Filho de Ouro

Thierry_et_parentsGeralmente quando uma criança recebe muitos mimos e muita atenção dos pais, acaba se tornando uma pessoa chata, frágil, manipuladora, egoísta e cheia de frescuras.

Mas quando, aliado ao excesso de carinho e mimos vem uma educação adequada, o resultado ao longo dos anos é a retribuição de todo esse amor que a criança recebeu.

O sonho de todos os pais é criar os filhos da melhor forma possível e, quando ficarem idosos (ou adoecerem), não serem abandonados por suas crias.

Muitas vezes não é isso o que acontece.

A vida inteira os pais se desdobram para atender às necessidades dos filhos, mas basta precisarem de um favorzinho para ouvirem uma porção de desculpas, fora o comportamento egoísta e uma má vontade gigantesca.

No fundo, esses pais se culpam por terem feito demais por seus filhos sem que eles precisassem se virar para resolver seus próprios problemas. Tudo muito mastigadinho, na boquinha.

E no fundo os filhos sabem que precisam fazer algo por seus pais, mas a preguiça, o egoísmo e a falta de experiência imperam…

Toda essa reflexão me surgiu com base nos últimos acontecimentos aqui na casa do Bom Marido.

Meus sogros precisaram viajar para resolver assuntos muito importantes, mas a grande preocupação seria a cachorra Fox que, sendo muito idosa e de grande porte, não poderia viajar com eles. A solução seria deixá-la aos cuidados do Meu Amado, que por sinal já foi dono da Fox em sua infância.

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Confesso que cheguei a pensar que o Meu Amado não saberia lidar sozinho com todos os problemas da Fox, afinal, em mais de 15 anos ela nunca ficou muito tempo longe de casa e dos meus sogrinhos.

A rotina do Meu Amado foi alterada, pois ele teve que passar a limpar xixi e cocô da Fox (onde ela mora é sossegado, pois é como se fosse uma chácara com gramado, terra e bastante espaço); limpá-la com frequência, pois ela acaba pisoteando nas próprias necessidades; dar água e a comida especial dela duas vezes ao dia; proporcionar conforto e um abrigo quentinho para ela descansar; ficar sempre de olho para ver se ela não está precisando de nada; dar amor, carinho e atenção, pois todo animal de estimação precisa disso; entre outras coisas que estão por vir (sessões de acupuntura, medicamentos e etc…)

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Qualquer outra pessoa com quintal em casa pensaria: “Mas é só um cachorro. É só deixar lá de boa e pronto”. Mas a Fox precisa de cuidados. Ela está idosa, com um probleminha na coluna, longe da própria casa e das pessoas que ela está acostumada a ver todo dia.

Ainda bem que Meu Amado está conseguindo cuidar dela, mesmo detestando ter que limpar o quintal várias vezes ao dia!

(Ele se preocupa tanto com a Fox que até construiu uma rampa para facilitar que ela suba as escadas.)

A Fox, uma mistura de Pastor Belga com alguma outra raça, deu muitas alegrias para o Meu Amado quando ele ainda morava com os pais, na chácara. Foi ele que escolheu aquela bolinha preta e peluda que corria e brincava todo dia com ele pelo gramado e era forte, robusta, atlética e cheia de vida.

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Mas a velhice chega para todos, até para os animais. É por isso que temos que continuar cuidando muito bem deles, afinal, assim como nossos pais, os bichinhos também não merecem ser abandonados e esquecidos em um canto qualquer.

#ficaadica

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XVII. A Sogra

Voltamos!

Em primeiro lugar, mil desculpas pelo atraso nas postagens! Fiquei alguns dias sem meu note, que é onde estão as fotinhos tão legais que eu adoro inserir aqui!

Mas agora vamos tentar não atrasar tanto entre uma postagem e outra, não é, Elaine?

Pois é…

Aproveitando o agradável passeio que fiz no sábado com meu amado Príncipe Encantadofomos visitar os avós e os pais dele – vou falar sobre um assunto que sempre foi e sempre será piada para todos nós, reles mortais: A Sogra!

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Vista como megera, cobra, bruxa, demônio de saia, cão chupando manga e demais adjetivos carinhosos por aí, a fama de vilã dessa figura super protetora está longe de ser mudada… A não ser no meu caso!

Conheço sogras normais, peruas, chatas, chatérrimas, irritantes, inconvenientes e aquelas que adotam as noras como filhas. Todas extremamente preocupadas com seus bebezões. Isso não muda.

Mas o que fazer para lidar com a sogra sem achar que está pisando em ovos ou lutando contra uma inimiga?

Eu tiro por base a sogra do meu pai e a sogra da minha mãe, ou seja, minhas vovózinhas lindas!

Desde que me entendo por gente, vejo minha avó paterna tratando minha mãe como se fosse filha, e minha avó materna tratando meu pai como se fosse filho. Nada de competições ou de briguinhas bobas, afinal as duas velhinhas tiveram muitos filhos e se elas fossem discutir, debater, se intrometer e vigiar cada genro ou nora que entrasse para a família, certamente já teriam enlouquecido. Elas simplesmente acrescentaram: ganharam mais filhos e filhas de coração.

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Mamãe, Eu e Sogrinha (meu aniversário – 2011)

Claro que alguns desses novos filhos são meio geniosos, teimosos e alvoroçados, mas no caso dos meus pais, não. (Está para nascer casal mais tranquilo e bonitinho como esse!)

Um Bom Marido certamente assim o é por ter sido educado por uma Boa Mãe. Sorte se essa Mãe se tornar uma Boa Sogra também!

Minha sogrinha teve um casal de filhos. A minha cunhada é a mais velha, ou seja, meu Príncipe Encantado é o eterno bebê da mamãe, cheio de mimos e cuidados, claro! Mas como citei lá nas primeiras postagens, a educação europeia que ele recebeu dos pais é digna de aplausos, e a mãe dele não fica agindo como se eu fosse uma provável inimiga a roubar seu filhote. Pelo contrário, ela me trata como amiga.

Lembro que tive receio de encontrar nela uma daquelas sogras severas que medem a gente de cima a baixo, analisam, comparam, reclamam de tudo e fazem a gente se sentir “intrusa” na família… Mas quando eu a conheci, ela já veio com um forte abraço e me recebeu tão bem que eu fiquei surpresa! Nunca a vi como inimiga. Nunca disputei o amor do Thierry com ela e nunca o forçaria a escolher: “Ou ela, ou eu!” É muita bobagem quem o faz!

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Thierry e Mamãe (viagem à Bahia – 2011/ 2012)

Não adianta competir! São amores diferentes. É preciso respeitar os mais velhos, os que chegaram primeiro, e aceitar que não existe nada nesse mundo que seja capaz de superar o verdadeiro amor de mãe. O erro consiste em querer ser melhor que a outra pessoa, sendo que cada uma tem seu espaço e sua devida importância dentro de uma família. Simples.

A família do Thierry é bem pequena, e a minha é bem gigante e barulhenta. Mas ambas são bem unidas e acolhedoras. Meu Amado que o diga! Se bem que nem é preciso muito esforço para gostar de um cara tão bacana como ele. A sogrinha dele o adora, pois além de ele ser educado, gentil e atencioso, ele me faz muito feliz. E para os meus pais é isso o que realmente importa.

E viva A Sogra!

III. Questão de educação

educação

Os requisitos básicos para um homem ser um bom marido são: educação, cavalheirismo, compreensão, generosidade e paciência!

Tudo começa com uma boa educação. Não me refiro a estudos, cursos, mestrados, mas sim à educação recebida em casa, pelos pais. E pelo que conheço do meu amado, a educação que seus pais, de origem europeia, lhe deram foi severa, rígida.

E é assim que tem que ser. Nada muito exagerado que traumatize a criança para o resto da vida, mas o suficiente para essa criança aprender os valores certos logo cedo. Aprender a respeitar e a ouvir o que o próximo tem a dizer. Aprender a ser responsável e a batalhar pelo que se quer. Aprender a merecer o que se quer. Aprender a não fazer escândalos, birras, showzinhos ou qualquer outro comportamento deplorável e fora de controle. Tudo muito regrado, muito moderado, muito… europeu!

Há quem reclame da frieza europeia. Concordo. Mas é muito mais fácil uma pessoa fechada se soltar um pouquinho na medida certa, do que uma pessoa totalmente desregrada (criada bem aos moldes dos pais liberais, desmiolados e molengas que conheço) se conter quando for preciso. E tudo é uma questão de saber dosar as coisas.

Uma pessoa bem educada conhece o certo por obrigação e o errado por dedução. Uma pessoa mal educada, faz tudo errado achando que está certo e quando faz algo certo, nem percebe e continua a viver alienadamente em relação aos valores importantes da vida.

Não vou generalizar dizendo que TODOS os europeus são educados e que todos os brasileiros são mal educados. De forma alguma! Só estou ressaltando que para muitos estrangeiros a prioridade é uma educação que eles acreditam funcionar melhor. E na minha humilde opinião, funciona mesmo! Digo isso por conviver com muita gente (da própria família, inclusive) que não está nem aí com nada, sempre foi o xodozinho da mamãe, sempre foi muito mimado, muito paparicado e não sabe dar valor. E se fizer qualquer besteira, sabe que a mamãezinha vai lá e conserta. Simples assim.

E vai dizer pra essa mamãezinha ou pra esse mimadinho pararem de agir assim? Não tem mais conserto, pois esse costume veio de berço, logo que o dito cujo queridinho cuti-cuti tesourinho da mamãe nasceu. Certamente esse indivíduo se tornou um “sapo” na vida de alguém. Mas isso não vem ao caso agora…

Voltando a falar do bom marido, é muito agradável ver um homem educado, charmoso, bonito e atencioso, não é? Pois é assim que um homem deve ser. Mas e a mulher?

Amor e fidelidade