VI. Medo de Sofrer

É muito comum ver um indivíduo estragando um relacionamento simplesmente porque tem medo de sofrer. O sujeito se retrai tanto, se assusta tanto, se afasta tanto que dá a entender que não gosta o suficiente da pessoa. Resultado: relacionamento esquisito que acaba sem motivo algum e fica aquele ponto de interrogação na vida das duas pessoas envolvidas.

E o problema vai se arrastando… A pessoa transfere os traumas de relacionamentos anteriores para os relacionamentos atuais e vai incrementando a bola de neve até não aguentar mais e partir para outro relacionamento igualmente mal resolvido que vai só aumentando a tal bola…

E isso causa uma má impressão… Já namorei um sujeito que sofreu um rompimento muito forte quando era mais novo. Namorico de pré-adolescência. Isso o deixou um tanto quanto frio, esquisito, distante. Mas era um cara lindo, divertido, descolado e eu me senti inclinada a livrá-lo desse comportamento que eu sabia que não pertencia a ele.

Gradativamente o transformei em um romântico. Sem forçar a barra eu fazia pequenas coisas que foram deixando o cara mais seguro, menos paranóico, mais solto. Eu compreendia como ele era e o que ele precisava, então eu agia da forma certa, sem invadí-lo. De repente eu errei a dose e ele se transformou em um pote de mel! Que desastre! Ficou até choramingão o coitado. Aí foi o fim!

Bom… Pelo menos eu “curei” o tal cara do trauma anterior que ele tinha!

Brincadeiras à parte, aprendi uma lição: Não adianta querer mudar as pessoas, moldá-las como você quer. As consequencias podem ser bem trágicas!

Por isso que com meu atual príncipe encantado o lance foi bem diferente…

(Aguardem!)12jun2011

Foto do Jantar Romântico Surpresa que o Bom Marido preparou SOZINHO em 12 de Junho de 2011.

::: Um suculento Strogonoff de Camarão com Arroz Integral e Batata Palha.

::: Para beber, um bom Cabernet Sauvignon chileno – Club des Sommeliers (marca da rede Casino e do Grupo Pão de Açúcar)

::: Taças, jogo de pratos e de sobremesa comprados na loja Camicado, especialmente para essa ocasião!

::: Sobremesa: um dos Mousses de Chocolate mais incríveis que eu já provei em toda a minha vida! Um dia ainda peço para ele me passar a receita para eu compartilhar nesse blog!

III. Questão de educação

educação

Os requisitos básicos para um homem ser um bom marido são: educação, cavalheirismo, compreensão, generosidade e paciência!

Tudo começa com uma boa educação. Não me refiro a estudos, cursos, mestrados, mas sim à educação recebida em casa, pelos pais. E pelo que conheço do meu amado, a educação que seus pais, de origem europeia, lhe deram foi severa, rígida.

E é assim que tem que ser. Nada muito exagerado que traumatize a criança para o resto da vida, mas o suficiente para essa criança aprender os valores certos logo cedo. Aprender a respeitar e a ouvir o que o próximo tem a dizer. Aprender a ser responsável e a batalhar pelo que se quer. Aprender a merecer o que se quer. Aprender a não fazer escândalos, birras, showzinhos ou qualquer outro comportamento deplorável e fora de controle. Tudo muito regrado, muito moderado, muito… europeu!

Há quem reclame da frieza europeia. Concordo. Mas é muito mais fácil uma pessoa fechada se soltar um pouquinho na medida certa, do que uma pessoa totalmente desregrada (criada bem aos moldes dos pais liberais, desmiolados e molengas que conheço) se conter quando for preciso. E tudo é uma questão de saber dosar as coisas.

Uma pessoa bem educada conhece o certo por obrigação e o errado por dedução. Uma pessoa mal educada, faz tudo errado achando que está certo e quando faz algo certo, nem percebe e continua a viver alienadamente em relação aos valores importantes da vida.

Não vou generalizar dizendo que TODOS os europeus são educados e que todos os brasileiros são mal educados. De forma alguma! Só estou ressaltando que para muitos estrangeiros a prioridade é uma educação que eles acreditam funcionar melhor. E na minha humilde opinião, funciona mesmo! Digo isso por conviver com muita gente (da própria família, inclusive) que não está nem aí com nada, sempre foi o xodozinho da mamãe, sempre foi muito mimado, muito paparicado e não sabe dar valor. E se fizer qualquer besteira, sabe que a mamãezinha vai lá e conserta. Simples assim.

E vai dizer pra essa mamãezinha ou pra esse mimadinho pararem de agir assim? Não tem mais conserto, pois esse costume veio de berço, logo que o dito cujo queridinho cuti-cuti tesourinho da mamãe nasceu. Certamente esse indivíduo se tornou um “sapo” na vida de alguém. Mas isso não vem ao caso agora…

Voltando a falar do bom marido, é muito agradável ver um homem educado, charmoso, bonito e atencioso, não é? Pois é assim que um homem deve ser. Mas e a mulher?

Amor e fidelidade

II. O Príncipe Encantado

Existem diversos tipos de princesas, certo? Loiras, morenas, ruivas, recatadas, borralheiras, decididas, baixinhas, rebeldes, sofredoras e por aí vai… Então obviamente existem diversos tipos de príncipes encantados. Concordam?

nem toda princesa é igual

Esse negócio de “príncipe encantado não existe” é porque a princesa está sonhando com o príncipe errado! Cada princesa combina com um príncipe. Não adianta querer ter o príncipe igual ao da outra, porque não vai rolar. Encontrar o tipo de príncipe ideal ao seu perfil é fundamental para não se decepcionar no relacionamento.

Demorei a perceber que tipo de princesa eu era e “perdi” boa parte da minha vida tentando me dar bem com os príncipes errados. Não digo exatamente que “perdi” porque aprendi muita coisa com os indivíduos que namorei, mas… se eu tivesse sacado antes, não teria me desgastado tanto com relacionamentos sem futuro algum!!!

Sapo de Coroa

E o mais engraçado é que o príncipe certo já estava me rondando há tempos. Eu, teimosa feito uma mula, fugia dele por achar que eu tinha que procurar um cara que fosse tão elétrico, arteiro e agitado como eu. Conflito na certa. Mas, depois de muito quebrar a cabeça e estafar o coração, eis que o destino, cansado de me ver fazendo tanta burrada, esfregou na minha cara o tal príncipe encantado que há tempos estava à minha espera e percebi que ele combina direitinho com esse meu jeito louco e geminiano de ser: um cara totalmente calmo, sossegado, carinhoso e aquariano. Um doce de pessoa.

E assim surgiu o que faltava em meus relacionamentos: EQUILÍBRIO!

equilibrio