XCVII. O Bom Marido no Canadá – Victoria, BC; Aniversário do Bom Marido; Final de semana inesquecível; e muito mais!

O final de semana dos dias 24 e 25 de janeiro de 2015 foi muito especial para nós.

Primeiro porque o aniversário do Bom Marido é dia 25 de janeiro, e segundo porque escolhemos passar o final de semana em um dos lugares que eu sempre sonhei em levar o Meu Amado para conhecer: Victoria, a capital da British Columbia.

Quando estive lá pela primeira vez, achei o lugar ideal para um passeio romântico. Eu me imaginei naquela cidade com o Thierry e queria muito que ele estivesse ali comigo.

Tanto quis, que deu certo!

A princípio eu pensei em fazer da mesma forma que fiz em 2012, ou seja, só um bate e volta. Mas eis que o próprio Bom Marido resolve me surpreender com a ideia de ficarmos o final de semana inteiro lá. Achei lindo!

E assim fizemos.

Ainda estava escuro quando pegamos o ônibus #5 na Robson Street até à Vancouver City Centre Station.

Lá, pegamos o metrô até à Bridgeport Station, onde esperamos pelo ônibus #620 que nos levaria ao Tsawwassen Ferry Terminal.

Compramos nossos bilhetes de viagem e embarcamos na incrível e gigantesca balsa Coastal Celebration com destino à Swarz Bay.

Fizemos um delicioso passeio, com direito a muitas fotos, claro!

Chegando à Swarz Bay, pegamos mais um ônibus, o #70 em direção à Victoria, que passa por Sidney.

Ufa! Ônibus + metrô + ônibus + Ferry + ônibus…

Caramba! É uma longa jornada, mas que vale muito a pena.

Chegando em Victoria, a primeira coisa que fizemos foi entrar no The Bay Centre (um shopping) para comermos alguma coisa antes de irmos para o hotel fazer check-in.

Na praça de alimentação, encontramos POUTINE, essa deliciosa meleca feita com batata frita, gravy, queijo e mais algumas combinações extras! Foi a primeira vez que o Thierry (de descendência Belga) experimentou essa iguaria que faz qualquer amante de batatas ficar babando. E com ele não foi diferente! Ele adorou a gororoba!

Em seguida, fomos a pé até o Days Inn, na Belville Street, fizemos check-in e demos uma breve descansada (enquanto as baterias das câmeras recarregavam um pouco) antes de sairmos para explorar as redondezas.

Adoro hotel quem tem cafeteira, café e chá no quarto. Ah, se todos os hotéis do mundo fossem assim, principalmente os do Brasil!

Seguindo com nosso passeio, caminhamos até o gigantesco Royal BC Museum, que fica na Bellville Street com a Government Street. Compramos nossos tickets e começamos a explorar cada pedaço do museu.

Tiramos uma tonelada de fotos e nem percebemos a hora passar, o que foi péssimo, pois quando anunciaram que o museu encerraria as atividades, ainda faltavam algumas galerias para visitarmos. Tentamos ver tudo em menos de 15 minutos e às 17h tivemos que sair, com gostinho de “quero mais”…

Saindo do museu, demos uma caminhada pelas lindas ruas de Victoria e fomos em busca de algum lugar para jantarmos. Não estávamos afim de gastar muita grana com comida, mas infelizmente as coisas são bem caras em Victoria, assim como em Vancouver.

Como tínhamos trazido uns lanches de casa, que por sinal haviam ficado no hotel, decidimos fazer só um lanchinho barato para enganar a fome e deixar para comer nossos quitutes mais tarde. E o que tinha de mais prático e barato por ali? Pizza. Sim aquelas fatias de pizzas que vendem feito água em qualquer lugar!

Após o lanche, caminhamos mais um pouco pela região e voltamos para o hotel, pois já estava bem escuro. Luzes de Natal ainda enfeitavam a cidade, em especial os Parliament Buildings, cuja arquitetura neobarroca é exuberantemente linda.

Voltando ao hotel, encontramos uma Liquor Store bem ao lado, então resolvemos comprar um bom vinho para celebrarmos “notre amour” e o aniversário de Mon Amour!

Olha que chique nosso banquete!

Sanduíches de pão integral com queijo e peito de peru, batatinhas chips President’s Choice e um chileno Frontera!

No dia seguinte, acordamos cedo, tomamos café da manhã no restaurante do hotel e saímos em direção à Fisherman’s Wharf, um local que virou atração turística por causa das casinhas flutuantes! Encontramos até uma linda foca que ficava se exibindo e fazendo pose para as fotos!

Seguimos beirando a costa e chegamos ao Breakwater Ogden Point, um imenso quebra-mar que poucos turistas conhecem, mas que vale muito a pena atravessar seus 850 metros partindo da Dallas Street. Uma vista exuberante!

Até vimos um senhor pescando por lá, ou pelo menos tentando!

Saindo do Odgen Point, pegamos a Dallas Street e seguimos em direção ao Holland Point Park, onde tiramos mais umas fotinhos e, bem quando estávamos tentando tirar uma selfie, um senhor que estava passeando com eu cachorro se ofereceu para tirar uma foto nossa. Quanta gentileza!

Nossa próxima parada (que demorou mais que o esperado, afinal) foi o gigantesco Beacon Hill Park. Entramos no tal parque para darmos uma olhadinha e em seguida voltarmos para Downtown, mas quem disse que a gente conseguia sair do parque? Rodamos por horas, nos perdemos dentro do parque, andamos em círculos e finalmente encontramos a saída! Mas não sem antes tirarmos lindas fotos!

De volta ao Centro, fomos ao adorável Miniature World! Isso mesmo!!! Um mundo em miniatura repleto de maquetes com fatos históricos, contos de fadas, curiosidades, cenários, casas de bonecas, trenzinhos e muito mais! Algumas maquetes eram interativas e todas elas eram muito bem detalhadas! Um incrível lugar que vale a muito a pena visitar, tanto é que fui duas vezes, uma em 2012 e outra neste passeio com Mon Amour!

E é claro que recheamos o álbum de fotos também!!!

Saindo do Miniature World, fomos em busca de alguma refeição rápida e fácil pelas redondezas… Pois é. Fomos de pizza novamente. A diferença é que comemos uma pizza mais suculenta, mais saborosa e em um local mais estiloso também, o The Joint Pizza na Wharf Street.

Em seguida, decidimos ir a pé até até o Craigdarroch Castle, o mesmo que visitei em 2012 e pedi aos céus para que o Thierry tivesse a oportunidade de conhecer também! Foi emocionante caminhar longamente até lá e ver os olhos de admiração do Meu Príncipe diante de um castelo tão lindo.

Uma pena termos chegado tarde, pois o castelo já estava fechado e nós não pudemos visitá-lo por dentro. Esta pode ser a missão da nossa próxima viagem ao Canadá: passar uns dias em Victoria (desta vez com um roteiro mais organizado), de preferência sem ser no inverno, assim aproveitaremos bem mais a luz do dia e teremos a chance de visitar não apenas o castelo, como também os Butchart Gardens e mais alguns parques pelo caminho (sem nos perdermos, claro!)

De volta ao Centro, começamos a jornada de volta para Vancouver. Pegamos um ônibus até Swarz Bay, em Sidney, e compramos nossos tickets da balsa, porém tivemos que esperar quase uma hora pela próxima balsa rumo ao terminal  Tsawwassen.

Na viagem de balsa, lembrei que não havíamos comemorado o aniversário de Mon Amour por completo. Faltava um bolinho, não é? Então fui até à cafeteria e comprei uma deliciosa fatia de bolo de chocolate e um copão de chocolate quente para nós. Só faltaram as velinhas, mas tudo bem!

Desembarcamos da balsa Coastal Renaissance e pegamos ônibus, metrô e mais um ônibus de volta para o nosso apê.

Foi uma linda e inesquecível viagem que fizemos e que pretendemos fazer outras vezes, se Deus quiser, se nosso dinheiro der e se o futuro assim nos permitir também!

Passeio aprovadíssimo e recomendadíssimo por nós.

E assim foi o final de semana de aniversário nas Aventuras do Bom Marido no Canadá. ❤

Obrigada pela visita e continuem acompanhando esta jornada que, infelizmente, está chegando ao fim!

😉

XCIII. O Bom Marido no Canadá – Stanley Park outra vez; Comidinhas; Preservativos Durex e afins

by_Thierry_ElaineUma das grandes vantagens de termos alugado um apê em West End, foi termos ficado bem próximos do Stanley Park, um dos lugares mais agradáveis de Vancouver para passear e realizar atividades físicas.

E como o parque é gigante, cada dia dava para explorar um pedacinho dele, sem enjoar das mesmas paisagens e dos mesmos trajetos.

by_Thierry_ElaineNa terça-feira do dia 13 de janeiro de 2015, o Bom Marido e eu inventamos de percorrer os cerca de 10km que contornam o parque, aproveitando que o clima estava ameno e o entardecer estava incrivelmente poético.

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by_Thierry_Elaineby_Thierry_Elaineby_Thierry_ElainePercorremos um trecho do Stanley Park e paramos no Brockton Point Interpretive Centre & Gifts (Totem Pole) para explorar os belíssimos totens e tirar umas fotinhos.

by_Thierry_ElaineComo sempre estava cheio de gente tirando fotos nos totens, incluindo uma família barulhenta de brasucas que estavam falando alto e de forma grosseira com suas crianças mimadas e birrentas.

Encontrar conterrâneos em outro país seria muito bom se os mesmos não agissem de forma tão arrogante, se achando os tais só por estarem viajando para fora do Brasil. (Não que todos sejam assim, mas confesso ter encontrado vários lá em Vancouver…)

by_Thierry_Elaineby_Thierry_ElaineEm compensação, rolei de rir com uma cena que aconteceu em seguida, quando resolvi ir ao toalete ali pertinho dos Totens. Encontrei uma senhora bem alegre e falante que estava procurando o banheiro feminino. Ela agradeceu quando informei a ela onde era e do nada ela resolveu contar sobre sua recente visita a Portugal quando ela se confundiu com a placa do banheiro. Ela disse que viu escrito no letreiro “Homem” e logo associou com a palavra “Women” (Mulheres, em Inglês) e entrou! Rimos bastante e eu até comentei com ela que eu falava Português também, mas do Brasil! Ela se despediu com um “Até logo” meio desajeitado, mas muito entusiasmado!

Bom, segui em direção ao meu Homem e continuamos nosso caminho em volta do Stanley Park. Até cruzamos com minha irmã que havia aproveitado o lindo dia para dar uma corridinha no Seawall. Quem me dera ter pique para correr também, mas sinceramente, não é a minha praia…

by_Thierry_ElainePrefiro andar, andar, andar, aproveitar a paisagem, não prejudicar minhas articulações e tirar muitas fotos poéticas durante o trajeto. E foi o que Mon Amour e eu fizemos.

Passeamos, conversamos, curtimos e fotografamos os belos lugares por onde íamos passando. Sem pressa. Tendo só o entardecer como nosso marcador de tempo.

by_Thierry_Elaineby_Thierry_Elaineby_Thierry_Elaineby_Thierry_Elaineby_Thierry_Elaineby_Thierry_Elaineby_Thierry_ElaineLembrei do dia em que percorri esse trajeto de patins com minha irmã, logo no nosso primeiro mês de viagem, em agosto de 2014.

Lembrei também da primeira vez em que percorri esse trajeto de bike, quando estive em Vancouver, em julho de 2012.

Posso dizer que já contornei o Stanley Park pedalando, patinando e andando. Prometo que, se eu conseguir voltar para lá, tentarei realizar esse trajeto correndo!

by_Thierry_Elaineby_Thierry_Elaineby_Thierry_Elaineby_Thierry_Elaineby_Thierry_Elaineby_Thierry_Elaineby_Thierry_Elaineby_Thierry_Elaineby_Thierry_ElaineAh, o Stanley Park! Tão lindo, tão interessante, tão aconchegante, seja no verão, seja no inverno. Um parque que fala conosco, como se dissesse exatamente o que estamos sentindo, independente da época do ano.

Quando já estava escurinho, Thierry e eu havíamos completado o circuito. Sentamos um pouco para observarmos a paisagem e seguimos de volta para o nosso apê.

by_Thierry_Elaineby_Thierry_Elaineby_Thierry_ElaineChegando lá ele preparou nosso delicioso jantar: Peixe Empanado e um mix de Arroz Preto com Arroz Integral. Salada para mim e Hash Brown para ele!

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Quarta-feira, 14 de janeiro de 2015. Após a aula, voltei para o apartamento para ver o que o Thierry estava afim de fazer.

Assim que cheguei ao prédio, encontrei um esquilinho cinza que eu via todo dia ali em frente ao prédio, brincando e caçando alguma coisinha para beliscar. Esquilinhos são bichinhos lindos, fofos, peludos, engraçadinhos, mas muito ariscos! Eu adoraria ter um de estimação, mas eles não parecem muito sociáveis, a menos que você os atraia com nozes, sementes e afins.

SquirrelA sem-noção aqui resolveu perseguir o coitado do esquilo, na intenção de fazer um videozinho qualquer para guardar de recordação! (Um dia eu posto o videozinho aqui, assim que eu decidir o que fazer com ele!)

No apê, Thierry preparou o nosso almoço: filé de peixe e ovo frito.

IMG_3632Quando ovo frito entra em ação, é sinal de que é preciso ir ao supermercado para reabastecer a despensa, certo? Não, não é verdade. No caso do Thierry, a ida ao supermercado ocorre mais pela ausência de Coca-Cola e guloseimas. O resto não importa tanto. Ah, e lá em Vancouber eram as Hash Browns também, afinal ele gostou tanto desse negócio que o comia quase todo dia!

Enfim, já que falamos em supermercado, naquela quarta-feira foi o que resolvemos fazer: comprinhas. Tínhamos que dar um rolê na farmácia de qualquer jeito e como era no mesmo complexo do supermercado, resolvemos aproveitar o ensejo.

Bom… A ida à farmácia foi por conta de um item muito útil que estávamos procurando. Aquele que quase todo casal precisa, sabe? Aquele lá que é bem constrangedor de pedir para um balconista de farmácia, entende? Aquele que é muito mais fácil quando fica pendurado em alguma gôndola e você só precisa pegar, misturar entre outras coisas que você vai comprar e passar no caixa, saca?

Pois é! E lá fomos nós comprar preservativos pela primeira vez em Vancouver.

Passamos por vários corredores da farmácia e não encontramos os pacotinhos clássicos de camisinhas. Na verdade nem sabíamos como eram as embalagens lá, pois nem em comerciais havíamos visto.

E roda daqui, rola dali e nada! Nos vimos na constrangedora missão de perguntar a algum funcionário onde ficavam as “condoms”.

durex_typesPois bem, no caixa havia uma funcionária (ou um funcionário?), juro que não sei dizer se era um homem com um jeito estranho ou uma mulher com aparência de homem. Não posso precisar nem pelo timbre vocal, igualmente confuso! Enfim, a pessoa em questão, ao se deparar com minha pergunta, não soube onde enfiar a cara! Não conseguiu disfarçar o sorrisinho e respondeu, meio encabulada, quase rindo, com olhar de surpresa e curiosidade que as camisinhas ficavam ali na parte da frente do terceiro corredor. Onde já havíamos passado umas três vezes sem notar…

E lá fomos nós adquirir uma caixinha de Durex (não a fita adesiva e muito menos o sobrenome do Thierry – Durieux).  Passamos no caixa (no qual o(a) atendente ainda estava com um risinho no canto da boca) e seguimos para o mercado No Frills onde fizemos nossas comprinhas básicas da semana, com direito a Hash Browns, batata frita President’s Choice, sorvete e um curioso item que o Thierry quis experimentar: romã!

IMG_3635É mole? O rei das guloseimas, das frituras e do refrigerante querendo comer fruta… Milagre!

Bom, milagre mesmo seria se ele tivesse gostado muito da romã. Apenas provou uns carocinhos após o jantar e nunca mais tocou no assunto.

E falando em jantar, comemos basicamente o mesmo do dia anterior, com o acréscimo da romã na sobremesa!

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urbanfareQuinta-feira, 15 de janeiro de 2015. Mais um dia de pouca atividade. Eu, pelo menos, fui para a escola e na volta passei no meu mercado preferido, o Urban Fare, onde apenas entrei para ver as novidades, aproveitar as amostras e bater papo com gente que eu não conheço. É, eu gosto de fazer isso e confesso que é uma das melhores formas de praticar o Inglês: sendo gentil com estranhos e dando atenção quando eles puxam qualquer tipo de assunto!

Ah, o Canadá é realmente tão legal! Quero morar lá um dia.

::: Logo logo, quem sabe? :::

Bom, o dia de hoje não teve passeio com foto. Na verdade acredito que tenhamos só dado uma volta no bairro, lavado nossas roupas na lavanderia do prédio e ficado em casa assistindo à TV.

Family Feud e Mike & Molly eram nossos shows prediletos enquanto estivemos lá. Ótimo também para estar com o Inglês sempre em mente, de forma divertida.

Ah, não posso deixar de postar as fotos do nosso digníssimo jantar preparado por Mon Amour:

Omeletes do Bom Marido:

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Bom, e assim foram os dias 13, 14 e 15 de janeiro de 2015.

Obrigada pela visita e continue acompanhando as aventuras do Bom Marido no Canadá!

Até a próxima!

😉