XXII. Afastamento Saudável

amor

Quando as pessoas namoram, elas adquirem uma rotina de vida de acordo com a disponibilidade de se encontrarem. Geralmente isso ocorre aos finais de semana, três noites por semana ou, dependendo da distância e das condições financeiras, a cada quinze dias.

Mas quando um casal de namorados consegue conviver praticamente todo santo dia, aí já vira uma espécie de “casamento”!

No começo tudo é incrível, tudo é lindo, tudo é aceitável. Mas a partir do momento em que uma das pessoas começa a se incomodar com certas manias e falhas de comportamento, o ideal é dar uma respirada e tirar uns dias de “férias” da pessoa amada.

Não que isso seja ruim. É perfeitamente saudável!

Ah, se todos os casamentos fossem assim! Certamente evitaria muitas brigas e muitos rompimentos gerados pelo estresse do convívio diário.

Estamos vivendo em uma época de muitas cobranças, muita competição, muitas obrigações e a eterna busca desenfreada pelo status e pela perfeição. É uma loucura! Todo dia alguém nos bombardeia com perguntas do tipo: “Está trabalhando? Qual empresa? Casou? Tem filhos? Está morando onde? Já conseguiu aquela promoção no emprego? Seu filho está indo bem no colégio? Vai cursar qual faculdade?…” E por aí vai.

Se a gente não tirar um tempo de respiro só nosso, sem ninguém enchendo o saco, cobrando, perguntando, exigindo, bisbilhotando… A gente entra em parafuso.

Não é egoísmo. Não é abandono. É botar ordem na cachola e criar mais forças para seguir em frente.

Dizem que a saudade aumenta o sentimento, certo? Mas é verdade! Sentir a falta do outro faz muito bem, pois na ausência você tende a pensar só nas coisas boas que a pessoa lhe causa.

Agora… Se, mesmo no afastamento, você só lembrar das coisas ruins, então continue afastado porque a coisa tá feia!

Por isso, o ideal em um casamento seria cada um ter seu quarto, seu espaço de privacidade total – se possível até com a plaquinha de “Não Perturbe” subentendida, ou a possibilidade de voltar para a casa dos pais sempre que fosse preciso tirar essas tais férias conjugais.

O casal mais lindo do mundo!Claro que não é todo casal que precisa. Por exemplo, meus pais e muitos casais na casa dos cinquenta, sessenta, setenta aninhos vivem em perfeita harmonia. Vidinha básica, tradicional. Mamãe faz tudo pelos “três” filhos (minha irmã, eu e meu pai, rs) e papai provém o sustento do lar. Sempre foi assim: aquela velha hierarquia familiar!

Aqui em casa não existe a necessidade de férias conjugais, pois não rola nenhum tipo de estresse, nenhum tipo de cobrança ou competição. Minha mãe não sente a necessidade de ser uma perua fútil e ostentar jóias e roupas novas para fazer inveja para as “amigas”. E papai trabalha duro para manter o conforto do nosso lar e não fica trocando de carro todo ano só para mostrar para os “amigos” e parentes. Vidinha simples e tranquila. Para eles basta ter uma casinha própria, um carrinho básico e a comidinha mais gostosa do mundo sempre à mesa.

E é exatamente para essa simplicidade que eu volto sempre que preciso relaxar, organizar a vida e sentir saudades do Meu Amado e do nosso bebê também, o Lucky! Ai, ele é tão fofo, não acham?

miau

E pelo menos ele faz companhia ao Meu Príncipe Encantado enquanto eu estou ausente, principalmente por causa da correria básica da vida artística!

Me aguarde, Mon Amour! Essa semana eu volto para seus braços!zzzz

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Ah, gente, mas é claro que o Thierry também deve estar aproveitando esses dias sem mim, né? Porque vamos combinar que eu também não sou nada fácil com as minhas manias e exigências!

😉