XXVI. Cama, Mesa & Banho

Ah, esse tempinho frio e chuvoso… Nada melhor do que ficar embaixo das cobertas ao lado de quem a gente ama, não é verdade?

O Bom Marido é assim, um ótimo companheiro na Cama (em todos os sentidos).

Serve para tudo: travesseiro, cobertor de orelhas, apoio para a gente não cair da cama e ainda se preocupa em cobrir a dama quando percebe que o cobertor caiu no chão!

O Bom Marido é ótimo na cozinha também. Ainda que sua especialidade seja ignorar a Mesa e levar o jantar em uma bandeja para a gente degustar na cama, é inegável sua habilidade culinária, bem como seu capricho no preparo das iguarias. (Vide fotos nos posts: XIX. Pra que jantar fora? e Sessão: Macho & Fogão)

E no quesito Banho, nada como dormir abraçadinha com alguém bem limpinho e cheirosinho, não? Tomar banho juntos, então! (Falando nisso precisamos de um chuveiro duplo aqui!)

É muito bom poder apreciar as coisas simples da vida e, acima de tudo, dar valor a elas.

É isso que faz toda a diferença no cotidiano de um casal, ou seja: Será que a gente realmente precisa jantar fora toda semana? Será que a gente tem que gastar horrores com baladas só para agradar os amigos? Será que a gente deve fazer tudo o que os outros fazem, só porque a sociedade e a mídia assim nos impoem?

Para o Bom Marido e eu, não. Mas e com relação a vocês?Rindo de que?

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Obs.: Enquanto eu estava aqui terminando esse texto, o Bom Marido, todo cuidadoso por eu estar gripada, foi até a cozinha preparar um delicioso chocolate quente para nós. E com biscoitos!

É esse tipo de mimo que a gente precisa fazer de vez em quando para demonstrar o quanto a gente se preocupa com a pessoa amada!

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“E mais uma vez, viva a Simplicidade!”

XXV. É hereditário, claro!

Almoço em família

Almoço em família: Renato, Flávia, Anita, Joseph e eu. Thierry estava batendo a foto!

Se um homem é feliz e amado (e mimado) pelos seus pais, é bem provável que ele seja assim também com sua amada e até mesmo com sua prole.

Lógico! Uma criança cercada de amor não tem motivos para ser revoltada e rabugenta ao crescer. Vejo isso claramente na família do meu Bom Marido.

Os pais dele, ainda que tenham lhe dado uma educação rígida, porém adequada, sempre fazem tudo o que o caçula precisa. Fazem todas as vontades dele e o apóiam em suas maluquices e mirabolâncias.

montando equipamentoDomingo, 22 de Abril, fomos à casa dos pais dele (que por sinal é a casa onde ele morou na infância) para fazermos uns testes com a steadicam que ele comprou recentemente. Vide o post XXI. Valorizando o trabalho dele.

A idéia de gravar lá é por causa do espaço, que é como se fosse uma chácara e assim seria possível executar mais movimentos com o tal equipamento.

Até então só iríamos Thierry e eu. Ninguém mais. De última hora o Thierry avisa para a mãe dele que talvez o Renato e a Flávia (casal de amigos) iriam também. Pronto! Aí dona Anita enlouqueceu na cozinha, preocupada em aumentar a quantidade de ingredientes para o almoço e caprichar na qualidade do mesmo, afinal quando estamos só nós lá, a gente se ajeita no pequeno espaço da cozinha, come o que tiver e pronto. Mas com mais pessoas, aí teria que mudar toda a configuração!

peixe, arroz, batata sauté, purê de mandiquinha, tomate cereja e coca-colaO pior é que estava chovendo, o que implicava da visita simplesmente não aparecer e fora isso o Thierry não conseguiria gravar seus experimentos ao ar livre…

Mas eis que o casal de amigos chegou, nós almoçamos e ficamos na expectativa da chuva parar. Na verdade ela deu uma afinada e o Thierry, com a ajuda de seu amigo Renato, resolveu gravar com a steadicam assim mesmo. Ah, não mencionei que era preciso uma cobaia para ser filmada em movimento, não é? E quem foi a escolhida? Eu, claro! Mesmo com frio e chuva, me aventurei a ajudar meu maridinho a realizar esses testes!

E para encerrar o dia, eu precisava plantar uma muda de Pé de Pitanga que eu ganhei em um evento das CCR’s ViaOeste e RodoAnel (Vide o post no outro blog [Matéria] Estrada para a Cidadania – Grupo CCR).

pé de pitanga das ccrs rodoanel e viaoesteMeu sonho sempre foi plantar uma árvore, mas eu nunca tive uma oportunidade. E eis que, carinhosamente, minha sogrinha Anita e meu sogrinho Joseph me deixaram plantar minha tão sonhada árvore bem no quintal da casa deles!!! Meu sogrinho até me ajudou, limpando e preparando o terreno para receber meu Pé de Pitanga! E justo no dia 22 de Abril – Dia da terra!

sogrinho e euOnde eu arrumaria sogrinhos tão legais e participativos assim?

Só sei que eles são muito amorosos e fazem de tudo pelo filho. Nós fomos lá e sujamos a louça, bagunçamoa a casa, atrapalhamos o sossego, comemos e bebemos, aparecemos com visitas e ainda plantamos uma árvore bem no meio do quintal deles…

Certamente eles jamais esquecerão esse dia, pois eu não irei!

E viva a família feliz e unida!

E muito obrigada aos meus sogrinhos lindos Anita e Joseph, não só pelo Domingo maravilhoso que passamos, mas por terem me presenteado com esse amor de pessoa que é o Thierry! ^^

thierry e família

Anita servindo o delicioso almoço!

gravando com a steadicam (na chuva)

Eu de atriz-cobaia na gravação!

almoço caprichado

Repararam na semelhança do capricho? Tipo os jantares que o Thierry faz para mim!

testando o equipamento

Renato testando a Steadicam. Não é fácil aguentar todo o peso desse equipamento...

bolo de cenoura - sobremesa

Anita fez até um delicioso bolo de cenoura para o café da tarde!

preparando o terreno para o plantio

Joseph todo cuidadoso preparando o terreno para o plantio!

plantando o Pé de Pitanga

Aleluia! Plantei minha primeiríssima árvore! Até que enfim!!!

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Príncipe Encantado existe sim! Lero leroooo!

XXIV. O tal passarinho do realejo…

Há alguns anos eu estava passeando pelo bairro da Liberdade quando avistei um senhor com uma espécie de gaiolinha amarela com um periquito dentro. Conforme o senhor girava a manivela, uma musiquinha intrigante era tocada na tal gaiolinha. Tão intrigante que chegava a hipnotizar.

passarinho realejoSou uma pessoa muito supersticiosa e interessada em assuntos que envolvem “sorte”. E era exatamente isso que o tal passarinho do realejo estava fazendo: escolhendo a sorte para cada pessoa que ali parava. É claro que eu queria ver de perto essa história, afinal era só pagar R$ 1,00!

O senhor, em uma espécie de código, comandou o passarinho e pediu que ele escolhesse um papelzinho para mim. Naquela hora eu li, tentei entender, mas não consegui visualizar o sentido daquelas palavras… Mas mesmo assim resolvi guardar o papelzinho como recordação.

Esses dias, fazendo aquela master faxina em todos os armários e pastas, eis que encontro o tal papelzinho que, se não me engano é de 2006… 2007… Não lembro ao certo!

E hoje, fazendo um giro pelo que aconteceu em minha vida, vejo que aquela sorte ali bicada há tempos pelo periquito, em pleno Domingo ensolarado, na Feirinha da Liberdade, tem lá suas verdades!

Ei-las:

por volta de 2006

Quem me conhece sabe que tudo isso já aconteceu em minha vida, exceto o casório propriamente dito e as tais duas lindas criaturas (se bem que o Lucky é uma linda criatura… Já não conta? hehe)

Só sei que eu acredito bastante nessas coisas. E acredito que no passado o Thierry tenha sofrido muito pela incerteza do meu amor (vamos combinar que eu dei vários motivos também, né? Ai, como eu fui má!). E desde que comecei a namorá-lo pra valer, senti que havia encontrado o Príncipe Encantado perfeito para o tipo de Princesa Pirada que eu sou! Ou seja, o passarinho do realejo estava certo!

Mas o que ainda me preocupa é esse tal lance das “duas lindas criaturas“… Será?

Diz aí, Lucky, será que a mamãe vai adotar mais um filhote felino ou vai aumentar ainda mais a família dos Oliveiras???

Lucky no balde de Heineken

- "Sei lá, mãe! Só sei que eu cansei de ser GATO. Agora sou uma HEINEKEN!" 😉

E você? O que acha? 😉

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Para entender o que aconteceu no passado, visite os posts da sessão:

Tudo tem sua hora (Parte 1) (Parte 2) e (Parte 3)

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Será que a sorte virá num realejo?
Trazendo o pão da manhã
A faca e o queijo
Ou talvez… um beijo teu… (Realejo – O Teatro Mágico)

XXIII. A importância da família

O Bom Marido é aquele que se dá bem com a família da Boa Esposa. E além disso, é aquele que não só se dá bem como também gosta muito dos parentes dela.

vinho branco

06 de Abril, Sexta-feira da Paixão. O famoso dia onde é proibido comer carne. Minha mãe sempre faz dois tipos de peixe ensopado: o tradicional bacalhau e o meu predileto, o cação.

Eu nunca vi o Thierry ou a família dele expressando qualquer tipo de crença ou costume religioso, mas é sabido que os europeus tendem a ser bem rigorosos nesse assunto. Pelo menos os pais dele são.

cação ensopadoA minha sogrinha até ligou para o filhote avisando que ele não deveria comer carne na Sexta-feira Santa. Ele até respeita a data, mas não é do tipo que acredita em alguma coisa.

Mas eu acredito. E fiz questão de ir para minha casa almoçar com minha família. Meu amado foi junto, mesmo tendo um trabalho urgente a fazer. Almoçamos, curtimos o dia em família e até mesmo assistimos àquele filme do Padre Marcelo Rossi que estava passando na Globo, o “Irmãos de Fé”.

Ainda que o importante seja a mensagem do filme, Thierry não perdeu a chance de criticar o mesmo, apontando os pontos negativos do cinema brasileiro! E com razão… Os filmes feitos no Brasil, principalmente os de caráter religioso, parecem subestimar a capacidade de pensar do povo brasileiro… É um tipo de filme feito para a massa, onde tudo é muito mastigadinho, muito “legendado” e sem ritmo. Claro que nem todos se encaixam nessa crítica, mas no geral é assim que funciona.

Thierry deu uma Colomba e um Ovo para MamãeMas como o assunto de hoje não é filme e sim família, devo elogiar o comportamento do meu amado, pois ele é muito atencioso e gosta bastante dos meus pais. E é recíproco. Meus pais também gostam muito dele!

Meu Amado até fez questão de comprar uma Colomba Pascal e um Ovo de Páscoa para minha família! Um gesto simples, mas que demonstra muito carinho!

E no final das contas é exatamente isso que importa. Independente de crença, religião, costume, etc, o bom é respeitar e estar com quem a gente ama. O bom é estar em família!

Graças a Deus!família

XXII. Afastamento Saudável

amor

Quando as pessoas namoram, elas adquirem uma rotina de vida de acordo com a disponibilidade de se encontrarem. Geralmente isso ocorre aos finais de semana, três noites por semana ou, dependendo da distância e das condições financeiras, a cada quinze dias.

Mas quando um casal de namorados consegue conviver praticamente todo santo dia, aí já vira uma espécie de “casamento”!

No começo tudo é incrível, tudo é lindo, tudo é aceitável. Mas a partir do momento em que uma das pessoas começa a se incomodar com certas manias e falhas de comportamento, o ideal é dar uma respirada e tirar uns dias de “férias” da pessoa amada.

Não que isso seja ruim. É perfeitamente saudável!

Ah, se todos os casamentos fossem assim! Certamente evitaria muitas brigas e muitos rompimentos gerados pelo estresse do convívio diário.

Estamos vivendo em uma época de muitas cobranças, muita competição, muitas obrigações e a eterna busca desenfreada pelo status e pela perfeição. É uma loucura! Todo dia alguém nos bombardeia com perguntas do tipo: “Está trabalhando? Qual empresa? Casou? Tem filhos? Está morando onde? Já conseguiu aquela promoção no emprego? Seu filho está indo bem no colégio? Vai cursar qual faculdade?…” E por aí vai.

Se a gente não tirar um tempo de respiro só nosso, sem ninguém enchendo o saco, cobrando, perguntando, exigindo, bisbilhotando… A gente entra em parafuso.

Não é egoísmo. Não é abandono. É botar ordem na cachola e criar mais forças para seguir em frente.

Dizem que a saudade aumenta o sentimento, certo? Mas é verdade! Sentir a falta do outro faz muito bem, pois na ausência você tende a pensar só nas coisas boas que a pessoa lhe causa.

Agora… Se, mesmo no afastamento, você só lembrar das coisas ruins, então continue afastado porque a coisa tá feia!

Por isso, o ideal em um casamento seria cada um ter seu quarto, seu espaço de privacidade total – se possível até com a plaquinha de “Não Perturbe” subentendida, ou a possibilidade de voltar para a casa dos pais sempre que fosse preciso tirar essas tais férias conjugais.

O casal mais lindo do mundo!Claro que não é todo casal que precisa. Por exemplo, meus pais e muitos casais na casa dos cinquenta, sessenta, setenta aninhos vivem em perfeita harmonia. Vidinha básica, tradicional. Mamãe faz tudo pelos “três” filhos (minha irmã, eu e meu pai, rs) e papai provém o sustento do lar. Sempre foi assim: aquela velha hierarquia familiar!

Aqui em casa não existe a necessidade de férias conjugais, pois não rola nenhum tipo de estresse, nenhum tipo de cobrança ou competição. Minha mãe não sente a necessidade de ser uma perua fútil e ostentar jóias e roupas novas para fazer inveja para as “amigas”. E papai trabalha duro para manter o conforto do nosso lar e não fica trocando de carro todo ano só para mostrar para os “amigos” e parentes. Vidinha simples e tranquila. Para eles basta ter uma casinha própria, um carrinho básico e a comidinha mais gostosa do mundo sempre à mesa.

E é exatamente para essa simplicidade que eu volto sempre que preciso relaxar, organizar a vida e sentir saudades do Meu Amado e do nosso bebê também, o Lucky! Ai, ele é tão fofo, não acham?

miau

E pelo menos ele faz companhia ao Meu Príncipe Encantado enquanto eu estou ausente, principalmente por causa da correria básica da vida artística!

Me aguarde, Mon Amour! Essa semana eu volto para seus braços!zzzz

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Ah, gente, mas é claro que o Thierry também deve estar aproveitando esses dias sem mim, né? Porque vamos combinar que eu também não sou nada fácil com as minhas manias e exigências!

😉