XV. Ditando as Regras

Para um relacionamento funcionar sem decepções ou frustrações, é fundamental que cada um faça a sua parte. Isso inclui desde coisas simples do cotidiano a decisões sérias a serem tomadas.

Aqui as coisas funcionam da seguinte maneira:

Eu lavo a louça e limpo a casa (que por sinal não é minha e sim dele). Ele lava as próprias roupas e faz a comida. Ah e eu também passo as roupas dele!

Eu faço essas coisas porque eu gosto, são atividades que me dão prazer ao serem feitas. Não tenho a menor obrigação. Mas a partir do momento que eu assumir o fogão e a máquina de lavar, danou-se! Vai ser assim pra sempre. Por quê? Porque a tendência é o outro se acomodar. Algo do tipo: “Achando quem faça, por que irei fazer?”

Sou sim capaz de fazer comida, sou sim capaz de lavar uma roupa, mas não posso assumir mais tarefas para mim, senão vira costume, obrigação, dever, coisa chata, rotina…

Às vezes fico uns cinco ou seis dias sem ir para a casa dele e quando chego tem uma pilha monstruosa de louça para lavar. Eu que sujei? Não, mas eu lavo, afinal eu não me incomodo com isso. (Porém se foram os amigos que sujaram e largaram tudo lá, eu até lavo, mas ele sabe que vai ouvir uma reclamação depois, se duvidar na frente dos próprios amigos, ou de forma que eles entendam)

Minha parte eu sempre faço. Ele também faz a dele. A minha ele nunca irá fazer (exceto lavar uma loucinha quando a situação está bem crítica, rs). A parte dele eu posso fazer, mas como minha própria mãe aconselhou: “não faça, senão acostuma e era uma vez…”

Ainda bem que ele entende. Às vezes eu vejo que ele está cansado após ter feito algum trabalho desgastante em frente ao computador. Mas ele vê que eu fiquei o dia inteiro limpando a casa. Por isso ele faz a comida sem reclamar. E faz com capricho. Até um simples ovo frito dele tem um saborzinho especial, um toque especial. Acho o máximo!

Esses dias ele fez um Strogonoff que, só de olhar a foto, dá vontade de ir a um restaurante chjantarique só para comer um igual.

Isso me faz lembrar que Strogonoff era um prato que, na minha infância, era feito só em ocasiões especiais, raríssimos domingos ao ano. Já para o meu Príncipe-Chef-Encantado, é um prato normal, feito em qualquer dia, qualquer hora. De repente ele vai até o fogão e faz! Simples assim. Anos e anos morando sozinho, ele sabe se virar na cozinha. Sorte minha!

Pra que esperar datas especiais para comemorar alguma coisa, não? Vamos celebrar por estarmos vivos hoje! Vamos ver a beleza nas coisas simples do dia a dia! Vamos ver a beleza em nós mesmos!

E olha o Strogonoff aí!

Com direito a vinho e bandeja na cama!😉

No dia seguinte lá estava eu em frente à pia lavando panelas, frigideiras, pratos, copos, taças, talheres e etc! haha Mas valeu a pena! Sempre vale a pena!

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