VII. Tudo tem sua hora (Parte 1)

“É estranho mexer no passado para arrumar o presente” – E. Thrash 2011

::: Parte 1 – Como Tudo Começou… (algumas explicações sobre o passado)

Thierry e eu nos conhecemos há muito tempo, quando ele ainda trabalhava em uma agência de modelos. Apesar dos lindos olhos claros e da loirice européia, ele não era modelo, mas sim um editor de fotos para books e composites. E foi ele quem me viu primeiro.

Eu precisava fazer um composite para distribuir em algumas produtoras. Achei bacana o preço na agência que ele trabalhava e fechei o pacote.

Certamente ele deve ter editado fotos de diversas pessoas lindas e maravilhosas naquela agência, mas foi pela exótica beleza desta que vos escreve que ele se interessou.

Ruiva, headbanger, perfil agressivo. Nada fashion, nada “modelete”, afinal eu sou atriz e portanto minhas fotos eram mais voltadas para essa área. E por causa disso ele caçou meu email nos cadastros da agência e entrou em contato comigo, perguntando se eu toparia fazer umas fotos artísticas para o portifólio dele.

Óbvio que achei a abordagem estranha, mas aceitei o convite, afinal eu não tinha nada a perder.

Nos encontramos para conversar e nos conhecer melhor. Vi alguns trabalhos que ele havia feito e jantei no apartamento dele.

Para garantir credibilidade ao convite, o melhor amigo dele estava lá e foi quem fez o jantar. A idéia deles era fazer com que eu não me sentisse assediada com a história das fotos, assim eu não pensaria que era cascata.

Mas era.

A idéia das fotos foi só uma isca. E eu, mesmo desconfiada, decidi ver até onde isso daria.

Outro encontro aconteceu e… nada de fotos. Começou a rolar um clima e, inevitavelmente, o primeiro beijo. Eu não permitia nada mais que beijos. Sempre fui difícil e durona. E mandona.

fora de foco

Foto por: Thierry Durrieux (2005)

Coloquei o rapaz na parede e perguntei sobre as tais fotos. “Ah, sim, as fotos…” – Ficou desconcertado. Achou que a isca tinha dado certo e que eu havia esquecido o assunto.

Sem saída, ele se sentiu obrigado a me fotografar. Me empolguei toda, me vesti linda e gótica, me maquiei e fomos aos cliques!

Thierry e sua máquina de película… Ao revelar as fotos, descobriu que havia um defeito no filme (deve ter molhado, estragado…) e das várias que fizemos, NENHUMA ficou boa. Exceto uma que eu adoro e estou junto a uma taça de vinho. Bem poética. Bom, pelo menos uma, né?

Faz tempo isso. Eu tinha uns 20 ou 21 anos, não lembro. Só lembro que eu acabei me cansando do jeito quieto, tímido e esquisitão do Thierry. E de repente comecei a achar que ele era uma espécie de marionete do já citado amigo dele. Sim. Um cara fechadão, todo sem jeito, todo desengonçado e que, apesar de lindo, loiro e cabeludo, não sabia lidar com as mulheres sozinho. Um crianção. E eu, uma criançona mimada, caprichosa e aventureira, voltei pro meu mundinho mais agitado e deixei o Thierry meio no gelo.

Só voltamos a nos encontrar tempos e tempos depois…

(continua…)

2 Respostas para “VII. Tudo tem sua hora (Parte 1)

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