VIII. Tudo tem sua hora (Parte 2)

“Mentir é brincar de enfileirar dominós.” – E. Thrash 2012

(continuação)

::: Parte 2 – Um encontro certo na hora errada. (problemas sérios de comunicação)

O mundo dá muitas voltas e nem sempre a gente acompanha no mesmo pique. Em uma dessas voltas, que por sinal veio poucos meses após eu ter terminado um relacionamento conturbado, o tal amigo esperto do Thierry resolveu atacar novamente.

Não sei se foi a pedidos do próprio Thierry ou se foi simplesmente por conhecer meu trabalho de atriz. Só sei que esse amigo me convidou para atuar em um projeto dele, um nanocurta que iria para o Festival do Minuto.

strogonoff

4 anos depois, Thierry com cabelo curto. 2009

Li o roteiro, achei interessante e então gravamos. Obviamente o Thierry fazia parte desse projeto e naturalmente voltamos a nos envolver. Naquela época ele já fazia jantares incríveis para mim! (vide foto ao lado)

Isso foi em 2009, quando eu ainda estava sob efeitos de antidepressivos, tentando mostrar para o mundo que eu estava bem e que as pessoas não precisavam se preocupar comigo.  Puro engano!

Uma felicidade estranha eu sentia. Eu estava agindo pelo calor das emoções, pela busca desenfreada de sair de uma angústia que eu não queria mostrar para ninguém. Uma confusão de sentimentos e comportamentos que fizeram com que eu magoasse o Thierry, deixando-o sem ao menos me importar com o que ele estava sentindo. Eu estava aparentemente bem e era isso que importava.

Simplesmente segui meu rumo sem olhar para trás. Tanto é que eu nem percebi que o Thierry tinha ficado mal pra caramba, afinal ele já era apaixonado por mim e eu nem sabia.

Mas como eu iria saber? Ele era muito quieto, muito fechado, muito diferente de mim. Eu ficava com ele com a mesma mentalidade de quando eu o conheci, ou seja, sem muito interesse, afinal ele nunca demonstrava nada direito. Eu não queria nada sério com ele. E o pior de tudo, eu estava doente e não estava em condições de reconhecer um sentimento verdadeiro como o amor. Fora as outras mil coisas erradas que estavam desmoronando em minha vida…

Mas enfim… Acabamos nos afastando drasticamente e eu jamais pensei que um dia ele quisesse voltar a falar comigo. Simplesmente segui meu caminho, tentei me curar e fui vivendo, fingindo para mim e para todas as pessoas ao meu redor que nada estava errado comigo.

Até que…

(continua…)

VII. Tudo tem sua hora (Parte 1)

“É estranho mexer no passado para arrumar o presente” – E. Thrash 2011

::: Parte 1 – Como Tudo Começou… (algumas explicações sobre o passado)

Thierry e eu nos conhecemos há muito tempo, quando ele ainda trabalhava em uma agência de modelos. Apesar dos lindos olhos claros e da loirice européia, ele não era modelo, mas sim um editor de fotos para books e composites. E foi ele quem me viu primeiro.

Eu precisava fazer um composite para distribuir em algumas produtoras. Achei bacana o preço na agência que ele trabalhava e fechei o pacote.

Certamente ele deve ter editado fotos de diversas pessoas lindas e maravilhosas naquela agência, mas foi pela exótica beleza desta que vos escreve que ele se interessou.

Ruiva, headbanger, perfil agressivo. Nada fashion, nada “modelete”, afinal eu sou atriz e portanto minhas fotos eram mais voltadas para essa área. E por causa disso ele caçou meu email nos cadastros da agência e entrou em contato comigo, perguntando se eu toparia fazer umas fotos artísticas para o portifólio dele.

Óbvio que achei a abordagem estranha, mas aceitei o convite, afinal eu não tinha nada a perder.

Nos encontramos para conversar e nos conhecer melhor. Vi alguns trabalhos que ele havia feito e jantei no apartamento dele.

Para garantir credibilidade ao convite, o melhor amigo dele estava lá e foi quem fez o jantar. A idéia deles era fazer com que eu não me sentisse assediada com a história das fotos, assim eu não pensaria que era cascata.

Mas era.

A idéia das fotos foi só uma isca. E eu, mesmo desconfiada, decidi ver até onde isso daria.

Outro encontro aconteceu e… nada de fotos. Começou a rolar um clima e, inevitavelmente, o primeiro beijo. Eu não permitia nada mais que beijos. Sempre fui difícil e durona. E mandona.

fora de foco

Foto por: Thierry Durrieux (2005)

Coloquei o rapaz na parede e perguntei sobre as tais fotos. “Ah, sim, as fotos…” – Ficou desconcertado. Achou que a isca tinha dado certo e que eu havia esquecido o assunto.

Sem saída, ele se sentiu obrigado a me fotografar. Me empolguei toda, me vesti linda e gótica, me maquiei e fomos aos cliques!

Thierry e sua máquina de película… Ao revelar as fotos, descobriu que havia um defeito no filme (deve ter molhado, estragado…) e das várias que fizemos, NENHUMA ficou boa. Exceto uma que eu adoro e estou junto a uma taça de vinho. Bem poética. Bom, pelo menos uma, né?

Faz tempo isso. Eu tinha uns 20 ou 21 anos, não lembro. Só lembro que eu acabei me cansando do jeito quieto, tímido e esquisitão do Thierry. E de repente comecei a achar que ele era uma espécie de marionete do já citado amigo dele. Sim. Um cara fechadão, todo sem jeito, todo desengonçado e que, apesar de lindo, loiro e cabeludo, não sabia lidar com as mulheres sozinho. Um crianção. E eu, uma criançona mimada, caprichosa e aventureira, voltei pro meu mundinho mais agitado e deixei o Thierry meio no gelo.

Só voltamos a nos encontrar tempos e tempos depois…

(continua…)

VI. Medo de Sofrer

É muito comum ver um indivíduo estragando um relacionamento simplesmente porque tem medo de sofrer. O sujeito se retrai tanto, se assusta tanto, se afasta tanto que dá a entender que não gosta o suficiente da pessoa. Resultado: relacionamento esquisito que acaba sem motivo algum e fica aquele ponto de interrogação na vida das duas pessoas envolvidas.

E o problema vai se arrastando… A pessoa transfere os traumas de relacionamentos anteriores para os relacionamentos atuais e vai incrementando a bola de neve até não aguentar mais e partir para outro relacionamento igualmente mal resolvido que vai só aumentando a tal bola…

E isso causa uma má impressão… Já namorei um sujeito que sofreu um rompimento muito forte quando era mais novo. Namorico de pré-adolescência. Isso o deixou um tanto quanto frio, esquisito, distante. Mas era um cara lindo, divertido, descolado e eu me senti inclinada a livrá-lo desse comportamento que eu sabia que não pertencia a ele.

Gradativamente o transformei em um romântico. Sem forçar a barra eu fazia pequenas coisas que foram deixando o cara mais seguro, menos paranóico, mais solto. Eu compreendia como ele era e o que ele precisava, então eu agia da forma certa, sem invadí-lo. De repente eu errei a dose e ele se transformou em um pote de mel! Que desastre! Ficou até choramingão o coitado. Aí foi o fim!

Bom… Pelo menos eu “curei” o tal cara do trauma anterior que ele tinha!

Brincadeiras à parte, aprendi uma lição: Não adianta querer mudar as pessoas, moldá-las como você quer. As consequencias podem ser bem trágicas!

Por isso que com meu atual príncipe encantado o lance foi bem diferente…

(Aguardem!)12jun2011

Foto do Jantar Romântico Surpresa que o Bom Marido preparou SOZINHO em 12 de Junho de 2011.

::: Um suculento Strogonoff de Camarão com Arroz Integral e Batata Palha.

::: Para beber, um bom Cabernet Sauvignon chileno – Club des Sommeliers (marca da rede Casino e do Grupo Pão de Açúcar)

::: Taças, jogo de pratos e de sobremesa comprados na loja Camicado, especialmente para essa ocasião!

::: Sobremesa: um dos Mousses de Chocolate mais incríveis que eu já provei em toda a minha vida! Um dia ainda peço para ele me passar a receita para eu compartilhar nesse blog!

V. Habilidades do Bom Marido

Ano novo, post novo!

Ano novo tem cheiro de recomeço, novidade, esperança. Até mesmo alguma mudança…

Mas o marido é o mesmo!pracinha

E que marido, hein! Aguentou uma viagem de 15 dias para um habitat totalmente diferente do usual: o interior da Bahia.

Isso é o que podemos chamar de “sacrifício” em prol da pessoa amada. Parece até exagero, mas para um indivíduo extremamente branco, magro, quieto e “nerd”, sair da grande São Paulo para uma cansativa viagem ao nordeste do país não é nada fácil. Mas isso ele fez por mim, afinal eu tinha que ir lá visitar minha enorme e barulhenta família (diferente da dele que é pequena e civilizada)!

Mas até que ele não reclamou do passeio! O Bom Marido se divertiu pescando na lagoa e jogando baralho com os mais velhos. Todo mundo gostou bastante dele, mesmo assim tão tímido. O bom é que ele sabe ouvir. Ele presta atenção quando alguém fala. Lá ele nunca saía da mesa quando ainda tinha alguém comendo. E também nunca deixava a vovó falando sozinha. Até aguentar meus acessos de impaciência galopante, ele aguentou. Um anjo de marido!

E não contente com tudo isso, ainda satisfez meus caprichos quando voltamos de viagem. Ontem fez pipocas e hoje fez um dos meus pratos prediletos: filé de frango com molho de requeijão e batatas fritas! Sem mencionar que ele trouxe em uma bandeja, para jantarmos na cama!

Sugiro que experimentem!

E sugiro que continuem acompanhando a trajetória desse Maravilhoso Bom Marido. ^^

comida

azeite::: Dicas:requeijão

Para o filé de frango ficar mais saboroso, Thierry não usa óleo de soja, mas sim azeite.

Atualmente ele está usando o Verdenso, da marca Olitalia.

E o molho que ele faz: ele coloca meio copo de requeijão Danubio (ele só usa essa marca!) em uma tigelinha em banho-maria, acrescenta cebolinha picada e tempera com um pouco de pimenta calabresa. Fica incrível!